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Boicote à Disney depois da suspensão de Jimmy Kimmel: empresa pode ter perdido entre 1 a 4 mil milhões de dólares

A suspensão do programa Jimmy Kimmel Live! pela ABC, cadeia televisiva detida pela Disney, continua a gerar uma onda de contestação.

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O comediante foi afastado indefinidamente depois de comentários sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, decisão que desencadeou protestos nas redes sociais, nas ruas e até dentro de Hollywood.

Desde o anúncio, multiplicam-se nas redes sociais partilhas de utilizadores que cancelaram assinaturas de serviços da Disney, como o Disney+, o Hulu ou o ESPN+, ou até que desistiram de férias em parques temáticos da empresa. À porta da sede da Disney, em Burbank (Califórnia), manifestantes exibiram cartazes a exigir o regresso de Kimmel ao ar e acusam a empresa de ceder a pressões políticas e da Federal Communications Commission (FCC).

A polémica ganhou ainda mais dimensão com alegações que ficaram virais no fim de semana, de que a Disney teria perdido 3,87 mil milhões de dólares em valor de mercado num só dia. O International Business Times desmentiu o valor, apontando para perdas mais próximas de 1,5 mil milhões ainda assim, um impacto significativo para a gigante do entretenimento.

Hollywood contra a Disney

Entre os que decidiram tomar posição estão atores e criadores que já trabalharam com a Disney:

  • Tatiana Maslany, protagonista da série She-Hulk: Attorney at Law, publicou no Instagram uma imagem de bastidores com a frase: “Cancelem as vossas subscrições do @disneyplus, @hulu e @espn”.
  • Marisa Tomei, que interpretou a tia May nos filmes do Homem-Aranha e em produções dos Avengers, partilhou igualmente apelos a boicotar os serviços da empresa.
  • Noah Centineo afirmou ter cancelado a sua subscrição do Disney+, embora alguns fãs tenham notado que a adesão tinha sido feita pouco antes, levantando dúvidas sobre a autenticidade do gesto.
  • Cynthia Nixon, estrela de Sex and the City, gravou um vídeo a cancelar a subscrição da sua família em direto no iPad: “A minha família vai sentir falta de séries como Abbott Elementary ou Only Murders in the Building. Mas sentiríamos muito mais falta da Primeira Emenda. Não vão aos parques. Não façam os cruzeiros. Cancelem já as vossas subscrições”, afirmou, numa defesa explícita da liberdade de expressão.
  • Também Damon Lindelof, criador de Lost, série emblemática transmitida pela ABC, juntou-se às críticas. Numa mensagem pública no Instagram, declarou não poder “em boa consciência trabalhar para a empresa que impôs a suspensão”.

Futuro incerto? Silêncio até agora

Enquanto as manifestações crescem, o futuro de Jimmy Kimmel Live! parece cada vez mais incerto. Imagens captadas na passada sexta-feira mostram membros da equipa a desmontar o cenário e a carregar camiões com equipamento, sinais de que a produção poderá ter sido descontinuada.

A controvérsia começou depois de Kimmel ter feito piadas sobre a morte de Charlie Kirck. A decisão de suspensão foi justificada por dirigentes da Nexstar, que distribui o programa, como uma resposta a “comentários ofensivos e insensíveis num momento crítico do discurso político nacional”. Além disso, há relatos de que o programa estava com baixas audiências.

Perante a escalada da contestação, que já mobiliza fãs, artistas e investidores, a Disney mantém-se em silêncio. A empresa não respondeu a pedidos de comentário sobre o boicote em curso nem sobre o futuro do programa de Jimmy Kimmel.

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