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De Londres a Nova Iorque em 11 minutos. Será possível?

Este artigo tem mais de 10 anos

Há um projecto para um avião que poderia revolucionar o sector do transporte aéreo: o Antipode. Ainda não saiu do papel, mas promete ir de Londres a Nova Iorque em 11 minutos.  Parece-lhe impossível?

De acordo com os engenheiros Charles Bombardier e Joseph Hazeltine, é possível encurtar o tempo das viagens de avião de longo curso graças ao Antipode, uma aeronave ainda em fase de conceito, 11 vezes mais rápida do que o avião Concorde (29635.2 km/h) e com capacidade para transportar dez pessoas.

De acordo com Telegraph, o Antipode descolaria com a ajuda de propulsores reutilizáveis de foguetões, que levariam a aeronave a subir a 12,1 quilómetros da superfície numa velocidade de 6.174 km/h. Quando o avião atingisse esta altitude, os foguetões iriam voltar à pista de voo e o veículo acionaria um motor ramjet supersónico para atingir uma velocidade de 29.635.2 km/h.

Em entrevista à revista Forbes, Bombardier explica que “o Antipode poderia ser usado como uma aeronave de negócios ou militar para transportar pessoas em todo o mundo em menos de uma hora”.

Bombardier procurou criar um conceito capaz de atingir “o seu antípoda – ou oposto diamétrico – o mais rápido possível”, revelou à Forbes.

O elevado custo de fabricação do Antidote poderá fazer com que o avião demore a ganhar asas reais. Segundo a entrevista de Bombardier à Forbes, o custo por avião será de pelo menos 150 milhões de dólares (cerca de 138 milhões euros), o que faz com que dependa da procura para começar a ser construído.

Mas há mais desafios para que o Antidote se torne realidade. Bombardier admite que é preciso investigar mais – ainda há perguntas sem resposta.

Este não é o primeiro projeto a ser desenvolvido para acelerar as viagens aéreas.  Recentemente, a Airbus entrou com um pedido de patente de um avião supersónico que poderia reduzir o tempo de vôo de Londres a Nova Iorque para uma hora.  Outras companhias aéreas, como a Spike e a  Aerion, também estão a trabalhar em projetos parecidos, indica o Telegraph.

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