• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

A difamação, quando nos bate à porta, é lixada

Este artigo tem mais de 1 ano

A opinião de

Sentimo-nos indefesas. Como concorrer com uma ou várias difamações sem recorrer à Justiça? E o que faz a Justiça? Como opera? Que nível de confiança temos na Justiça? Todas estas questões são pertinentes, todas comportam um grau elevado de desconforto.

Vivemos dias de difamações constantes. De percepções erradas. De informações que circulam e que têm origem, na maioria dos casos, na maldade. Ou até na psicopatia de alguns, porque existem pessoas que estão mesmo desreguladas e que atacam simplesmente pelo gosto de atacar. Talvez por não terem o reconhecimento que considerariam digno. Talvez por serem simplesmente incapazes de ser boas. Uma coisa é certa, a difamação é lixada e provoca um grande amargo de boca, mesmo quando existem espaços públicos de denúncia, de reposição de verdade. Será sempre um Eu disse, Ele/Ela disse, a nossa palavra contra a de outro.

Nas redes sociais, tudo pode descambar em deselegâncias e acusações de uma hostilidade sem fim. Quando não se pretende entrar nesse cano de esgoto, a única hipótese é a Justiça. Quando a Justiça é representada por pessoas que nem conseguem reconhecer a diferença entre inquéritos e acusações, percursos profissionais, obra feita e nada feito, pois estamos tramados, porque advogados e juízes tornam-se altamente questionáveis.

Vivemos dias em que todos têm uma agenda pessoal. Não faz mal ter-se uma agenda, uma estratégia de vida ou de percurso profissional; não faz mal ter uma opinião contrária ou uma crença que não partilhamos; mas faz mal assumir, de forma arrogante, que podemos atacar seja quem for com base em mentiras.

Já o tenho repetido à exaustão e aqui vai outra vez: este mundo tornou-se um caminho tortuoso. Assumir coisas sobre os outros, acusá-los sem provas seja do que for, mentir, deturpar a verdade, gozar com o outro não é prática saudável, tão-pouco inteligente, mas é comum, infelizmente. A única diversão que se pode tirar desta realidade é quando o feitiço se vira contra o feiticeiro. E isso pode não acontecer as vezes suficientes para repor a justiça no mundo. Ainda assim, acontece. E, quando acontece, uma pessoa precisa de se encostar confortavelmente e desfrutar.

Veja também

Em Destaque

Últimas