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Teresa Bonvalot escreve a história do surf português na Austrália

Este artigo tem mais de 3 anos

Surfista portuguesa vence etapa do Challenger Series em Sydney. Um feito histórico para o surf nacional. Bonvalot, recém-campeã europeia, sobe ao 3.º lugar do ranking do circuito que dá acesso ao circuito principal de 2023. Portas abertas para entrar na competição de elite.

Teresa Bonvalot conquistou esta madrugada o Sydney Surf Pro, segunda etapa do Challenger Series (CS), circuito de acesso ao Championship Tour da Liga Mundial de Surf (World Surf League).

Em Manly Beach, a surfista de Cascais (15,83 pontos em 20 possíveis), recém-campeã europeia no circuito de qualificação WSL (Qualifying Series) bateu, na final, a australiana Nikki van Dijk (13,13), ex-top mundial.

Aos 22 anos, Bonvalot consegue a primeira vitória de um surfista português numa etapa do Challenger Series Tour, circuito cuja primeira edição aconteceu no ano passado. Soma 10 mil pontos na segunda prova da perna australiana e sobe ao 3.ª lugar do ranking CS (escalou do 14.º para o pódio), atrás da adversária na final, Nikki Van Dijk e da americana, Caitlin Simmers.

Após duas etapas realizadas, das oito que compõem o circuito, sendo contabilizáveis os cinco melhores resultados, Teresa Bonvalot fica bem posicionada para atacar as cinco vagas femininas disponíveis para o Championship Tour 2023, o circuito principal.

“É um sentimento incrível”, sublinhou na zona de entrevistas. “Adoro a Austrália e ter regressado após dois anos de pandemia pareceu surreal. Já tinha tido aqui um grande resultado no passado e, agora, sinto-me muito feliz por colocar a bandeira portuguesa no topo. Só me preocupei em surfar e mostrar o melhor do meu surf. Ganhar foi uma grande sensação, sobretudo por ter enfrentado uma surfista tão boa como a Nikki van Dijk na final. É um sentimento muito bom”, frisou Bonvalot depois de ter escutado os acordes do hino português cantado no areal e de ter saído da água em ombros transportada por Mafalda Lopes (25.ª em Sydney) e Kika Veselko (49.º), surfistas portuguesas que fazem parte do CS.

Na prova australiana, Yolanda Hopkins, recebeu um wild-card para as duas etapas no hemisfério sul, terminou em 33.º e ocupa o 19.º lugar do ranking. Mafalda é 33.ª e Kika surge na 58.ª posição.

Do lado masculino, a etapa de Sydney foi ganha pelo indonésio Rio Waida. Frederico Morais terminou em 49.º (é 80.º do ranking CS) e Vasco Ribeiro em 25.º (ocupa o 19.º da hierarquia que dá acesso ao Circuito Mundial). O italiano Leo Fioravanti lidera a lista que apura o top 10 para o CT 2023.

Terminada a dupla etapa na Austrália, o circuito Challenger Series pausa durante um mês. Retoma em Ballito, na África do Sul, de 3 a 10 de julho. Segue-se Huntington Beach, na Califórnia (julho), em outubro coloca as estacas em Portugal, na Ericeira. Prossegue Hossegor, França, Saquarema, no Brasil, recebe a penúltima etapa, em novembro, e, por fim, Haleiwa, no Havai, acolhe a etapa final, no início de dezembro.

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