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Rui Bragança: “Sou melhor atleta hoje do que era há um ano”

Este artigo tem mais de 4 anos

Viaja para Tóquio por via do Torneio de Qualificação, decorrido no passado mês de maio, em Sofia (Bulgária). Um objetivo para o qual contribuiu a ajuda da psicóloga. Para trás, ficam os momentos complicados do início da pandemia, em 2020, a treinar e a seguir a dieta, em casa, sozinho. Na mala para o Japão…

O adiamento foi benéfico para a preparação ou foi mais um momento de ansiedade?

Não havia escolha, por isso foi necessário desfazer essa ansiedade, torná-la num benefício e melhorar alguns dos pontos fracos que tinha. E nunca dava para ficar (ansioso) por estar sempre em competições.

Beneficiou com o adiamento ou está nos Jogos devido a esse facto?

Sei que estou qualificado, o resto é difícil de dizer. Mas sei que sou melhor atleta hoje do que era há um ano.

Há quanto tempo está a preparar os JO?

Inconscientemente? Desde 2005 quando entrei no taekwondo. Todos os treinos são uma preparação. Tirando isso, no taekwondo o apuramento pelo ranking começa quando acabam os jogos anteriores. Por isso, desde agosto de 2016.

Ao longo deste ciclo Olímpico, quando é que pensou: este é momento do “tudo ou nada”?

Durante o confinamento várias vezes pensei que no dia do Torneio de Qualificação seria esse o pensamento… Era efetivamente a última hipótese. Mas o trabalho com a psicóloga foi essencial e, nesse dia, reinou a calma e nem por uma vez tive esse tipo de pensamento. Talvez por isso, esteja qualificado.

Qual o pior momento na preparação?

O início da pandemia. Ainda não havia adiamento de nada. Continuar a treinar em casa, a tentar dar o máximo para manter o nível dos treinos, sozinho, mais a dieta, foi muito complicado.

Que preparação específica foi feita? (Por exemplo, vai alterar os ciclos de sono antecipadamente face à diferença horária?)

Vou tentar adaptar um ou dois dias antes da partida, mas vamos com antecedência suficiente para fazer uma adaptação completa lá.

Qual a maior dificuldade que espera encontrar em Tóquio?

Sinceramente não sei. O calor preocupa muitos atletas, mas a nossa competição é indoor. Por isso devemos ter condições normais.

Qual a coisa mais inusitada que leva na bagagem para o Japão?

A minha mala costuma levar quase sempre o mesmo, sendo que o mais inusitado, para quem não é de um desporto de combate, é a balança.

Quais são os objetivos em termos de resultados/marcas?

Dar o meu máximo. O resto é uma consequência.

O que é um bom resultado olímpico para Portugal?

Ter pelo menos duas medalhas já seria bom.

Qual a primeira memória que tem dos Jogos Olímpicos?

Lembro-me de ver o Nuno Delgado a receber a medalha em Sydney (2000). Acho que foi a primeira vez que percebi o que eram os Jogos.

Quem é o melhor atleta olímpico de sempre na sua modalidade?

É difícil escolher um. O taekwondo tem tido muitas variações nos últimos 12 anos. Mas falando de medalhas, o atleta que se destaca é o americano Steven Lopez.

Se ganhar uma medalha, a quem a vai dedicar?

À minha namorada e ao nosso filhote.

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Memórias, objetivos e até uma pandemia. Rumo aos Jogos Olímpicos, que se realizam de 23 de julho a 8 de agosto em Tóquio, no Japão, desafiámos alguns dos nossos atletas a responder a um Questionário Olímpico.

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