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Premier League: 1, 2, 3, diga Championship outra vez

Este artigo tem mais de 8 anos

Com a luta pelo título e os lugares da Liga dos Campeões já praticamente atribuídos, o interesse da Premier League vira-se para a complicada luta pela descida divisão. Se na temporada passada essa mesma luta tinha um interesse especial para os portugueses, já que Marco Silva estava envolvido na mesma, este ano não deixa de…

Com nove jornadas para o término do campeonato, menos de um quarto da época, chegam os momentos de decisão. É a partir de agora que se fará a distinção entre os mais fortes, entre os que cedem e os que não cedem à pressão. Mais que a forma física ou as táticas, os fatores que farão a diferença serão psicológicos. Quem apresentará maior capacidade de lidar com a pressão é a pergunta para a qual qualquer leitor gostaria de ter a resposta, mas infelizmente essa é uma análise impossível de fazer. Ainda assim, há fatores que podem ser analisados e que poderão ajudar a perceber quem terá mais probabilidades de permanecer na Premier League.

Segundo a tabela classificativa, são várias as equipas com grandes probabilidades de serem despromovidas esta época, mais do que em qualquer outra época por esta altura. Percebendo que apenas dez pontos separam o oitavo classificado (Leicester City, 37 pontos) da linha de água (Crystal Palace, 27 pontos), podíamos considerar todos os treze clubes como sérios candidatos. Ainda assim, e se nos basearmos nos pontos necessários para assegurar a manutenção nas últimas oito edições – 35, 38, 36, 34, 37, 37, 40, respetivamente, da época passada até à temporada 2010/11 – podemos concluir que muitas destas equipas, por muito que tenham uma curta distância para a concorrência, poderão muito bem já estar tranquilas. Assim sendo, reduzimos a lista a oito equipas e analisamos os seus calendários.

20.º – West Bromwich Albion

Há oito temporadas consecutivas na Premier League, tem feito excelentes campanhas. Mas este ano tem deixado muito a desejar. Com os adeptos e antigas glórias do clube a virem a público manifestarem não só o seu desagrado, como o seu espanto pela (ainda) permanência de Alan Pardew à frente da equipa, não se espera que os Baggies consigan sair da situação em que estão.

Com cinco partidas por jogar em casa e quatro fora, e ainda com três jogos frente a rivais na tabela classificativa, pode dizer-se que seria uma surpresa se o WBA conseguisse sair da situação preclitante em que se encontra.

19.º – Stoke City

De todos os clubes apresentados aqui hoje, é o que mais épocas seguidas na Premier League: dez. Um histórico da liga que, não se encontrando na melhor das posições, terá ainda excelentes condições para permanecer no ‘aquário dos tubarões’.

Com cinco jogos em casa e quatro fora, e com três dos quais, contra adversários diretos, o grande investimento no plantel terá obrigatoriamente que vir ao de cima. Das equipas perto da zona d’água é aquela, a par do Southampton e West Ham das que mais investiu e terá que confiar na capacidades desses mesmo jogadores para o ‘sprint’ final da época.

18.º – Crystal Palace

Dado como relegado de há muitas semanas a esta parte, o Crystal Palace tem vindo a surpreender nas últimas jornadas. Com uma recuperação lenta mas algo estável, após as primeiras onze jornadas com apenas uma vitória e um empate, encontra-se agora numa situação menos negativa.

Ainda assim, com quatro jogos caseiros e cinco fora até ao final, parece ser um dos principais candidatos e um mais que provável a ficar nos últimos três lugares após o dia 13 de maio de 2018. Se, contudo, conseguir a permanência, é por si só um feito inédito, já que esteve numa situação de desvantagem pontual, por volta do meio da época, nunca antes recuperada por outra equipa na Liga Inglesa.

17.º – Southampton

O grande “choque” desta lista. Há apenas seis temporadas seguidas na Liga, mas com enorme investimento, desenvolvimento e estabilidade nos últimos anos, esta posição é tudo menos esperada. O Southampton é e será uma das maiores desilusões da era moderna da Premier League, caso venha a descer de divisão. Ainda com Mauricio Pellegrino aos comandos da equipa, os resultados, principalmente após uma difícil época natalícia, têm custado a aparecer. Isto levou a que o conjunto onde atua Cédric Soares se encontre a apenas 1 ponto da linha de água e, para piorar as coisas, é de todas estas equipas, a que pior calendário apresenta até ao final do campeonato.

Apenas três jogos caseiros, sendo que dois deles serão contra Chelsea e Manchester City, e seis jogos longe do St. Mary’s Stadium. E será aqui que os Saints terão que mostrar do que são feitos. O único fator a favor da equipa do sul de Inglaterra é o facto de três desse seis jogos serem contra adversários directos e, na tabela que soma apenas os jogos fora, o Southampton ser décimo classificado (ao contrário da tabela caseira, onde a equipa ocupa uma muito pouco honrosa décima nona posição, penúltimo classificado, abaixo da linha de despromoção).

16.º e 15.º – Newcastle e Huddersfield

Ambos numa posição frágil. e acabados de chegar da Championship, Magpies e Terriers quererão tudo menos voltar para baixo. Encontrar estabilidade será a prioridade, mas para isso terão que ultrapassar os obstáculos. O Newcastle tem a vantagem de realizar três jogos caseiros (dos cinco a disputar) contra adversários diretos. Caso consigam tirar vantagem do facto de jogar em casa, que este ano também não tem jogado a seu favor, terão a vida facilitada.

No caso do Huddersfield, a situação é parecida, mas não tendo tido o mesmo tipo de investimento que os adversários diretos, poderá mesmo sucumbir na fase final da época. A irregularidade tem sido uma constante da equipa e poderá mesmo ser uma das equipas a descer.

14.º – West Ham United

Com um dos maiores investimentos da época, a adaptação ao estádio Olímpico não foi a melhor. Contudo, já tendo estado abaixo da linha d’água o West Ham, com maior ou menor dificuldade, deverá fazer os pontos necessário à permanência.

13.º – Swansea

E eis que chegamos à grande surpresa da última metade de campeonato, muito devido à interferência de um treinador português. Também ele um clube com inúmeras épocas consecutivas na maior liga inglesa, sete no total, o Swansea não só tem hipóteses grandes de se salvar, como tem um dos calendários mais favoráveis de entre os candidatos à descida. Igualmente com cinco jogos caseiros e quatro fora de portas, os Swans terão a oportunidade de disputar quatro jogos contra adversários diretos e dependerão, em grande parte, de si mesmos para conseguir a manutenção. Continuando com as boas prestações e aproveitando a ‘onda’ de euforia e motivação, Carvalhal tem tudo para fazer uma resgate épico, e deixar a sua equipa, adeptos e dirigentes com sorrisos de orelha a orelha, depois de já todos os darem como garantidos na Championship para a próxima temporada.

Tendo em conta os números mínimos para a permanência das últimas épocas, podemos concluir que 39 poderá ser um número muito perto do necessário para garantir a permanência. E se assim for, basta ao Swansea de Carvalhal conquistar nove pontos. Três vitórias em nove encontros é tudo o que o Swansea poderá precisar. Nesta altura, tal parece mais do que possível, dando corpo e um final feliz a uma tremenda recuperação.

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Dos oito candidatos à descida, quatro já mudaram de treinador. Sem grande surpresa três dessas equipas, ocupam os últimos três lugares, sendo que o West Ham, conseguiu uma interessante recuperação, mas ainda não se encontra totalmente a salvo. Em nota de curiosidade, as chicotadas psicológicas que acabaram, até ao momento, por resultar, foram as de Everton, Watford e Leicester City (e Swansea, claro). Ainda assim, a par de West Ham, três equipas com um enorme investimento.

Os três últimos classificados são os únicos a não somar uma única vitória nas últimas seis jornadas. O que por si só nos deixa a pensar na sua recente forma e nas probabilidades que os mesmo têm em descer de divisão.

Tudo somado, aqui fica uma previsão dos prováveis despromovidos: WBA, Crystal Palace e Huddersfield.

Este fim de semana na Premier League

Como não poderia deixar de ser há jogo grande – e que jogo grande! Um duelo pelo segundo lugar e uma batalha entre defesa e ataque. O Manchester United recebe o Liverpool. Carvalhal deu a receita e fez o Ferrari de Liverpool ficar encalhado no trânsito durante noventa minutos. José Mourinho terá o seu próprio plano de jogo, mas grande parte do mesmo passará por anular o veloz contra ataque dos Reds liderado por Firmino, Mané e Salah. A não perder: sábado, dia 10, pelas 12h30.

Também a não perder, já que poderá começar a definir contornos no fundo da tabela, os embates entre Huddersfield e Swansea, e Newcastle e Southampton, ambos também no sábado, dia 10, mas pelas 15h00.

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