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Pedro Proença: “O que se está a passar [com o vídeoárbitro] era expectável que acontecesse”

Este artigo tem mais de 8 anos

Pedro Proença elogia as novas tecnologias ao serviço do futebol e pede tempo para não deixar morrer aquilo que será o futuro tecnológico da arbitragem. Presidente da Liga apresentou o e-Liga e um relógio inteligente no qual os cartões amarelos são aqui anotados e depois sincronizados com um tablet.

“Em todos os sistemas novos e recentes há sempre uma margem para melhorar o que é a introdução de uma tecnologia. Hoje, o que se está a passar [com o vídeoárbitro] era expectável que acontecesse”, começou por explicar Pedro Proença, presidente da Liga Portugal, após a sua apresentação na Web Summit durante a qual falou de cincos formas em que a tecnologia está a mudar o futebol, pegando no exemplo no trabalho desenvolvido pela Liga portuguesa.

“Se recuar um ano e se não tivéssemos vídeoárbitro (VAR) que discussões teríamos?”, questionou. Admitindo que quando a tecnologia foi pensada “todos sabíamos que tínhamos que passar por estas fases de implementação”, pediu que se refletisse sobre esta nova “realidade que permite às equipas de arbitragem aferir aquilo que se vai passando no terreno de jogo de forma diferente”. Por essa razão, Pedro Proença pede que se “dê tempo”, sendo que esse tempo “é fundamental para não deixar morrer aquilo que será o futuro tecnológico da arbitragem em todo o mundo”.

Apelando para que a introdução desta tecnologia mereça “o elogio de todos”, recordou que a Liga Portugal é uma das “5 ligas profissionais” que introduziu este meio tecnológico pelo que pediu “de uma vez por todas temos que falar sobre coisas positivas”, procurando, desta forma, afastar as recentes polémicas e criticas ao VAR.

Questionado sobre os critérios que devem obedecer à divulgação dos áudios do vídeoárbitro, recua, dizendo que a Liga é um “pivot de uma atividade”. E acrescenta: “a disciplina e a arbitragem estão dentro do seio da Federação Portuguesa de Futebol e respeitamos a separação de poderes. As questões devem ser colocadas a presidente do Conselho de Arbitragem”, remete.

Em jeito de conclusão, Pedro Proença, líder máximo da Liga, disse ainda que a organização que tutela está a fazer o “caminho certo” e está “sempre na primeira linha para que a introdução de novos meios aconteça de forma positiva na indústria do futebol”.

E-Liga: um cartão amarelo anotado num relógio

Falando sobre o ecossistema que envolve o futebol, englobando organização, clubes, árbitros e adeptos e das cinco inovações tecnológicas ao dispor do futebol e de todos esses stakeholders, um dos destaques apresentadas por Pedro Proença foi a apresentação de uma App instalada num smart watch que está, já está época, no pulso das equipas de arbitragem.

É neste aparelho que o árbitro regista todas as incidências dos noventa minutos (ou 120 se for caso disso) do jogo de futebol. Terminada a partida, sincroniza o relógio com um tablet permitindo a transferência de todo os conteúdos anotados no pulso, dos cartões amarelos aos golos marcados e respetivo tempo. “É uma ferramenta única e começou em Portugal”, frisa.

Procurando criar alguns instrumentos para ajudar a Liga e os clubes, envolvendo questões de segurança, anotando em tempo real um sistema de transferências, um team kit (equipamento), o responsável máximo da Liga de futebol recordou que este caminho envolveu “centenas de pessoas”, num trabalho de “milhares de horas” com parceiros e clubes e depois de “117 versões e cinco meses de testes”, recordou. “A e- Liga foi criada pela gente do futebol, para ser utilizado por gente do futebol, conclui
Pedro Proença.

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