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O futuro de Roger Schmidt tem sido discutido no Benfica, mas “é com ele que vão dar a volta por cima”. O problema? “Talvez a intensidade”

Este artigo tem mais de 2 anos

Roger Schmidt chegou, viu e venceu. Mas isto foi o ano passado, quando o Benfica iniciou o campeonato a arrasar tudo e todos, a bater recordes e a encantar, com o seu futebol. O título, esse, acabou por ser garantido. E ao mesmo tempo o alemão viu associada a renovação de contrato, agora válido até…

O que se passa então com este Benfica?

“São demasiadas mudanças. O Benfica está a construir o futuro e são poucos os jogadores que sobram de outros plantéis. Schmidt mudou muito e rápido. Não é uma crítica, porque pode ser uma opção do clube, mas a verdade é que isso faz a diferença, mesmo que os reforços sejam todos eles muitos bons”, começou por referir o ex-jogador do Benfica, Brian Deane, que acompanha bastante a sua ex-equipa, como refere muitas vezes nas suas redes sociais.

“Claro que sim. Estive pouco tempo em Portugal, mas o Benfica fez parte da minha vida e gostei muito dos tempos que passei aí. Ainda falo com amigos que tenho aí e acompanho sempre que posso. No ano passado fizeram um grande ano, com este treinador, que também já acompanhava desde os seus tempos na Áustria. É um grande treinador, não lhe retirem a confiança, não façam isso. As coisas vão voltar a correr bem. Ninguém pode dizer que o Benfica não tem um grande plantel e foi ele, mais a direção, que o construiu. Agora é esperar para que tudo resulte bem e tenho a certeza que isso vai acontecer”, salientou o inglês.

Apesar deste otimismo de Brian Dean, após a última derrota para a Liga dos Campeões (três em outros tantos jogos na competição), o alemão assumiu que este é “o momento mais difícil” desde que chegou ao comando técnico dos encarnados e alguns críticos também lhe apontaram o dedo, referindo mesmo que este teria já “perdido o balneário”.

“São demasiadas mudanças. O Benfica está a construir o futuro e são poucos os jogadores que sobram de outros plantéis. Schmidt mudou muito e rápido. Não é uma crítica, porque pode ser uma opção do clube, mas a verdade é que isso faz a diferença”Brian Deane

É mesmo caso para este cenário depois de uma época de sucesso?

“Não está nada perdido, é, sinceramente, um exagero. Tenho a certeza que vão dar a volta e ainda estão a lutar por tudo. A realidade do futebol português, dos três grandes, sobretudo, é lutarem pelo título. As competições europeias são sempre muito complicadas para as equipas portuguesas, porque há muitas mais fortes na Europa, com outro poder financeiro. E a verdade é que o Benfica está bem na luta pelo campeonato português. Por exemplo, os dois jogos que fizeram este ano com o FC Porto, um eterno rival, venceram os dois. É preciso ter calma e dar mais tempo de adaptação aos novos jogadores, é com Schmidt que vão dar a volta por cima”, disse Deane, fazendo depois uma comparação com o ano passado.

“Muitos também criticaram no ano passado, até na Champions ouvia comentadores a dizer que ele não fazia muita rotação de plantel, mas acabou por vencer. Este ano já li e ouvi que faz mais vezes. Mas se faz é porque entende que tem um plantel diferente e está a dar oportunidades a quem chegou para ter mais tempo de se adaptarem”, afirmou.

Brian Deane nunca trabalhou com Roger Schmidt e, obviamente, não sabe a sua maneira de trabalhar, concretamente fora das quatro linhas, o tal trabalho mental que é necessário depois de momentos menos bons. Um que o fez foi o espanhol Soriano, que esteve com o alemão no Red Bull Salsburgo e ainda no BeijingGuan, na China.

Fora dos relvados, Roger Schmidt é uma pessoa fantástica que sempre teve uma relação fantástica com os seus jogadores. É muito próximo a todos. Para ele o grupo não acaba quando saem de campo, o grupo para ele são 24 horas por dia”Jonathan Soriano

Conseguirá, então, Schmidt dar a volta por cima?

“Tenho a certeza que sim. Muitos de vocês podem não conhecer o Roger Schmidt fora dos relvados, mas é uma pessoa fantástica que sempre teve uma relação fantástica com os seus jogadores. É muito próximo a todos, fala muito de aspetos pessoais quando vê que algo está menos bem. Tenho a certeza que o tem feito também no Benfica, ele é mesmo assim. Para ele o grupo não acaba quando saem de campo, o grupo para ele são 24 horas por dia”, afirmou o espanhol, comentando depois as suas ideias dentro e fora de campo.

“Dentro de campo ele é muito de ideias fixas, raramente muda, mesmo que seja criticado. É aquele o pensamento dele, muito ofensivo, e tenta sempre ir por esse caminho. A verdade é que tem dado resultado e de certeza que continuará a ter. Não conheço a equipa deste ano do Benfica, vi um ou outro jogo, mas têm um grande plantel. Há que esperar, estamos em outubro e ainda estão a lutar por tudo. Mas se dentro de campo é de ideias fixas, fora ele consegue ouvir os jogadores, se os jogadores sentem que algo está mal, tenho a certeza que sabem que podem ir ter com ele e discutir os problemas. Fora de campo ele não é, de todo, de ideias fixas. Gosta de ouvir opiniões”, referiu, antes de concluir com aquilo que, na sua opinião, poderá estar a custar a alguns que agora chegaram à Luz.

“A intensidade. A intensidade, para alguns jogadores, pode ser muito complicada. Para mim foi, quando comecei a trabalhar com ele. Mas isso para ele é regra. Ou temos intensidade ou temos problemas, até nos treinos. É um sistema sempre complicado e que demora, mas pode ser esse um dos problemas em campo. Mas no final todos se adaptam, daí os resultados que ele tem conseguido por onde passou”, concluiu.

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