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As habituais condições dos Mares do Sul, daqui até Cabo Horn

Este artigo tem mais de 8 anos

O sexto dia da 7ª etapa da Volvo Ocean Race começou com uma alteração na classificação, com o MAPFRE e o Dongfeng Race Team a saltar para a frente da frota.

Os dois temidos barcos vermelhos foram recompensados ​​por terem escolhido a difícil opção de fazer mais manobras à medida que a frota contorna a Zona de Exclusão do Gelo, no fundo do Oceano Antártico. Enquanto o AkzoNobel e o Vestas 11th Hour Racing, os anteriores líderes, fizeram um punhado de manobras nas últimas 24 horas, o MAPFRE realizou oito, procurando obter o maior benefício de ser o barco mais a sul.

Fazer uma manobra num Volvo Ocean 65 com vento forte e grandes vagas não é uma tarefa fácil e requer que todos os membros da tripulação acordem e estejam no convés, para realizar a manobra que é extremamente física.  Mas, como na 3ª etapa, os skippers do MAPFRE, Xabi Fernández, e do Dongfeng, Charles Caudrelier, provaram que estão dispostos a levar suas equipas ao limite, com o objectivo de conseguir o primeiro lugar.

E valeu a pena, já que o MAPFRE emergiu como o novo líder da 7ª etapa, com o Dongfeng a menos de nove milhas de distância no segundo lugar. Mas a classificação deve ser vista com cautela, já que os barcos que viraram para norte inevitavelmente caem na tabela classificava, antes de ter novamente vantagem quando voltarem para uma posição a leste.

Apesar de um regresso bem-vindo à frente da frota, com dois terços da perna de 7.600 quilómetros ainda a percorrer, Fernández reconheceu isso mesmo e fez questão de não colocar muita ênfase nesta situação. “A noite passada foi bastante complicada – estava muito vento e a frente passou com uma grande mudança”, disse. “Acho que nos posicionamos muito bem e agora somos o mais distante a sul e a leste da frota”.

Apesar de optar por mais manobras do que alguns dos seus rivais, o risco da manobra não é esquecido pela tripulação do Dongfeng.”As piores condições no sul – águas mais frias, noites escuras, ventosas e estamos muito longe de qualquer lugar se alguma coisa correr mal”, explicou o proa Jack Bouttell.

“Estamos todos com uma abordagem ligeiramente diferente com as manobras no sul, porque é muito mais perigoso. Realizá-las é um equilíbrio entre fazê-lo rapidamente, e assim estarmos no convés o mínimo de tempo possível, mas também cuidar de nós. Podemos magoar-nos muito rapidamente.”

O AkzoNobel, por sua vez, estava a culpar-se por ter perdido a liderança depois de mais de 1.000 milhas na frente.“O Dongfeng passou pela proa do nosso barco esta manhã e, infelizmente, o MAPFRE também estava com eles”, disse o boat captain do barco da AkzoNobel, Nicolai Sehested. “Ontem à noite, eles estavam atrás de nós e agora já nos passaram, por isso esta não é a nossa melhor manhã. No entanto, ainda há mais 15 manhãs para mudar isto.”

O navegador Jules Salter acrescentou: “A mudança para o sudoeste entrou e estávamos do lado errado. Agora temos que ser rápidos e tentar encurtar um pouco a distância. Perdemos muito nas últimas três horas, por isso as últimas 18 horas foram para esquecer. Devíamos ter ido com eles mais uma vez, mas deixamo-los ir, por provavelmente uma longa hora”.

Apesar das novas posições, os seis primeiros classificados estão praticamente lado a lado, divididos de norte a sul por 20 milhas.

A única equipe a ter-se atrasado ligeiramente é o Sun Hung Kai / Scallywag, que está cerca de 90 milhas atrás, mas com quase 5.000 milhas – e passar o Cabo Horn – para percorrer, o pódio da 7ª etapa está longe de estar fechado.

 

7ª etapa – Classificação geral – Sexta-feira 23 de março (Dia 6) – 13:00 UTC

1 – Mapfre distância até ao final – 4545,88 milhas náuticas

2 – Dongfeng Race Team +8,87

3 – AkzoNobel +9,13

4 – Team Brunel +11,10

5 – Vestas/11th Hour Racing +11,65

6 – Turn the Tide on Plastic +18,61

7 – Sun Hung Kai / Scallywag +95,73

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