• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Anastasia, um ‘like’ por cada passo que dá

Este artigo tem mais de 9 anos

É surfista. É modelo. Tem 1,1 milhões de seguidores no Instagram e dois milhões de amigos no Facebook. Uma fotografia da própria tem uma repercussão de ‘likes’ melhor do que qualquer campanha de promoção de um país ou de uma marca. Anastasia Ashley esteve na Surf Summit, na Ericeira, ao lado de Garrett McNamara, Tiago…

“Made it to Portugal!!”. A personagem principal da fotografia é Anastasia Ashley, surfista profissional e modelo. A paisagem secundária que se vê é a praia da Pedra Branca, na Ericeira. A passagem por Portugal, a propósito da Surf Summit (que antecedeu a Web Summit, que arranca hoje em Lisboa), colocou ambas debaixo do radar das redes sociais. E por inerência, nos olhares do mundo.

A fotografia foi colocada no Facebook onde a surfista nascida na Califórnia tem 2 milhões de amigos. Acresce mais 1,1 milhão no Instagram e uns modestos 138 mil seguidores no Twitter. Há milhares e milhares de likes e comentários espalhados pelas três redes sociais com as ondas de Pedra Branca como pano de fundo.  

Poucas campanhas publicitárias teriam tamanho efeito de difusão da imagem de Portugal. Por isso, o Governo português agradece a promoção, assim como o Turismo de Portugal, a vila da Ericeira e a Câmara Municipal de Mafra. E as marcas que patrocinam a surfista que gere sozinha a sua rede social também. É que por onde ela passa, comunica com quem a segue.

“Faço-o de forma massiva. Falo para todos e com todos, tipo, Hi, this is Portugal…”. E é na cama, quando acorda, que organiza o seu dia. “Faço a gestão das minhas redes sociais, respondo a e-mails e vejo se há ondas, se vou para a água ou faço ginástica. Vejo os compromissos com as marcas, com os media, tudo”, resume Anastasia Ashley que se orgulha de “trabalhar com vista para o mar, em qualquer lugar, desde que tenha telemóvel”.    

A promoção do país através da partilha na internet é igualmente a receita dada por Garrett McNamara, surfista americano de 49 anos que popularizou a onda da Nazaré. “Não é necessário gastar um cêntimo”, diz.

Não se gasta e os negócios à volta do surf geram muito. “Quando ajudei a promover o país tinha como destinatários todos aqueles que poderiam vir cá gastar em hotéis, restaurantes e tudo o mais. Ou seja, trazer mais dinheiro que depois gerasse criação de emprego e de novos negócios. Não queria cá surfistas, com esses não queria partilhar nada”, sorri.

Vestido com uma camisola verde com a palavra Portugal inscrita na parte da frente, Garrett elogia a obra pública na construção de infraestruturas. “As estradas construídas foram a decisão mais acertada. Desde que a onda da Nazaré despertou o interesse por Portugal, quem vem de avião de Lisboa ou do Porto beneficia em muito com estas estradas. Foram construídas muito antes do tempo. E ainda bem”, conclui o surfista, que, acompanhado da mulher Nicole, marcou presença juntamente com Anastacia, Hugo Vau, Tiago Pires e Andrew Cotton na Surf Summit.

O surf entre o desporto, turismo e indústria  

“11 indústrias ligadas ao surf. Onze shapers. Marcas de multinacionais como a Quicksilver e a Billabong. A empresa Despomar com 400 postos trabalho, 3.000 postos de trabalho diretos e indiretos ligados ao surf, 22 escolas de surf e 63 empresas turismo outdoor ligadas ao mar e à terra”. Este é o panorama do surf na Ericeira descrito pelo presidente da Câmara Municipal de Mafra, Hélder Silva.

“Onde acaba o turismo, começa o desporto e a indústria…há uma transversalidade de todas as matérias”, reconhece o autarca que quer consolidar a “imagem de Mafra e da Ericeira como uma surf city [cidade do surf]”. E que a passagem de Anastacia ajudou.

Veja mais sobre

  • Lisboa, a capital da tecnologia

    4 dias, 70 mil pessoas, 1200 oradores, 2000 jornalistas e 11 mil CEO’s. A Web Summit está de regresso ao Parque das Nações de 4 a 7 de novembro.

Veja também

Em Destaque

Últimas