• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Xanana Gusmão quer “ganhar experiência” como oposição em Timor Leste

Este artigo tem mais de 8 anos

O antigo presidente de Timor Leste e líder do CNRT, partido que ficou em segundo lugar nas eleições de julho, disse, no Funchal, que pretende “ganhar experiência” como oposição, escusando-se a revelar se apoia o programa de governo.

“Depois do resultado das eleições, fizemos [o CNRT – Congresso Nacional da Reconstrução Timorense] uma conferência nacional e decidimos sobre que ação iríamos tomar. E decidimos que seríamos um partido da oposição para termos também tempo suficiente para implementarmos um programa de formação de quadros do partido, para ter preparação e ganhar experiência como oposição”, afirmou Xanana Gusmão, em visita à ilha da Madeira.

O responsável vincou, por outro lado, que se encontra fora do país há dois meses, ocupado com assuntos internacionais, nomeadamente relacionados com as fronteiras marítimas de Timor Leste e com iniciativas do g7+, um grupo de 20 países com estados frágeis e conflitos internos, a que preside.

“Não me situo para cima do governo atual. Eu não digo que represento o Estado. Só tenho a agradecer a todos os partidos que continuaram a confiar em mim na defesa dos interesses da nação. O [meu] partido está lá”, disse Xanana Gusmão, escusando-se a revelar qual será a posição do CNRT quanto ao programa do executivo da FRETILIN.

“Aparecemos em 2006, na crise, e fomos logo governo por dois períodos consecutivos. E agora, como perdemos, dissemos assim: vamos pensar, vamos melhorar a capacidade para vencer se continuarmos a participar neste jogo de democracia”, sublinhou.

As três forças da oposição em Timor Leste – Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), Partido Libertação Popular (PLP) e Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) – controlam 35 deputados e uniram-se na semana passada numa Aliança de Maioria Parlamentar (AMP) que quer ser alternativa de Governo se o programa do executivo, liderado pela FRETILIN com 23 deputados, for chumbado e o Governo cair.

A lei timorense prevê que o programa do Governo seja debatido ao longo de cinco dias consecutivos e só seja votado caso o Governo apresente um voto de confiança ou a oposição apresentar uma moção de rejeição.

De referir que os programas dos últimos dois Governos não foram alvo de qualquer votação, tendo sido debatidos mas não votados.

Veja também

Em Destaque

Últimas