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“Há muito mais em Portugal para lá de Lisboa”. A Web Summit vai ser remota, mas gravada em vários pontos do país

Este artigo tem mais de 5 anos

O CEO da Web Summit esteve esta tarde a elogiar os benefícios das conferências online. Portugal vai na mesma receber o evento, mas com várias mudanças. O formato ainda vai ser decidido — e o número de pessoas presentes em Lisboa será definido pelas autoridades de saúde portuguesas.

Paddy quer fazer da Web Summit “a maior conferência ‘online’ alguma vez feita”, para mais de cem mil pessoas. Mas o número de pessoas que estará em dezembro em Lisboa está ainda por definir e dependerá das instruções das autoridades de saúde.

Para já, os planos são transformar a cimeira que acontece no Parque das Nações num híbrido on e offline, com as conferências a serem gravadas em estúdios. “Uma das coisas que estou muito interessado em fazer é não criar apenas um estúdio no Altice Arena, ou algures em Lisboa, mas fazê-lo também noutras cidades em Portugal, algo que nunca fizemos.”

“Ir ao Porto, a Coimbra, lá abaixo a Faro e fazer algo simultaneamente em Portugal e partilhar um bocadinho do país com o mundo”, afirmou Paddy.

“Muito do foco nos últimos anos tem sido em Lisboa — e isso é fantástico para a cidade —, mas acho que o mundo devia saber que há muito mais em Portugal para lá de Lisboa.”

“Estivemos muito tempo a pensar como o software pode tornar os eventos melhores”, explicou Paddy Cosgrave, o fundador e CEO da Web Summit, sobre a plataforma que a equipa responsável pela cimeira em Lisboa criou para levar o evento para a internet.

O líder da Web Summit falou esta tarde aos jornalistas, numa conferência de imprensa a partir da Collision, outra das cimeiras organizadas pela equipa de Paddy Cosgrave.

Questionado sobre o número de pessoas que poderá estar em Lisboa, Paddy disse que será definido em outubro, seguindo as normas de segurança definidas pelas autoridades de saúde portuguesas na altura.

O número de pessoas presentes é uma grande questão, já que é ele um dos principais atrativos para a capital organizar a cimeira, alocando-lhe uma elevada verba. Paddy não respondeu a nenhuma questão sobre se a transformação do evento leva também a mudar as regras com que joga com a câmara de Lisboa. Questionado por um jornalista sobre os subsídios da câmara de Toronto ao Collision (e se tinham sofrido alterações), Paddy Cosgrave respondeu apenas que não sabia — nem os valores em causa, nem se sofreram alterações.

A organização da Web Summit anunciou hoje que a cimeira tecnológica realizar-se-á em Lisboa entre 2 e 4 de dezembro, quando nos outros anos decorreu em novembro, em formato a ser decidido no início de outubro.

Já em 16 de junho último, o cofundador e presidente executivo da Web Summit, Paddy Cosgrave, tinha afirmado que a cimeira tecnológica iria “avançar este ano em Lisboa”, salientando e aderir “aos mais rigorosos protocolos” de saúde, conforme orientação do Governo português.

Em comunicado, hoje divulgado, a organização Web Summit refere que o evento “vai avançar – ‘online’ e ‘offline’ de 2 a 4 de dezembro”.

O formato da Web Summit “em Lisboa será provavelmente decidido no início de outubro”, adianta a organização.

Neste momento, “qualquer que seja a decisão tomada sobre o formato da Web Summit em Lisboa” esta “seguirá estritamente os protocolos de saúde” naquela altura, salienta.

“Essa decisão será posteriormente revista semanalmente e objeto de alterações no protocolo de saúde até ao dia da abertura da Web Summit em Lisboa, em 2 de dezembro”, refere a organização.

Os bilhetes para a Web Summit em Lisboa estão à venda no início de outubro, desde que os protocolos de saúde permitam eventos naquela altura.

A Web Summit ‘online’ irá albergar até 100.000 fundadores, parceiros e oradores na plataforma de conferência ‘online’.

Esta será a segunda conferência ‘onine’ da Web Summit na sua plataforma após o evento Collision from Home, com mais de 30.000 participantes (entre 23 e 25 de junho), que trouxe pessoas de mais de 140 países em todo o mundo.

Os bilhetes para a Web Summitn ‘online’ já estão à venda, assim como os pacotes para parceiros e ‘startups’.

A Web Summit ‘online’ colocará um “foco significativo em ajudar a acelerar a recuperação da economia de Portugal, trabalhando em conjunto com as autoridades portuguesas de forma a promover os principais objetivos e mensagens do país para os participantes certos”, refere a organização.

A cimeira irá trabalhar com a cidade e o país no envolvimento de novas e já existentes comunidades através de diferentes iniciativas como o programa Inspire, programa de código aberto [‘open source’ programme’], mulheres nas tecnologias, negócios locais de Lisboa e Lisboa Capital Verde 2020 [Lisbon Green Capital 2020′].

A organização refere que a Web Summit irá transmitir palestras ‘online’ a partir de um estúdio da Altice Arena, bem como de estúdios em cidades ao longo do país.

“Pela primeira vez na Web Summit haverá um canal dedicado a Portugal”, acrescenta a organização.

O programa Road2Websummit, uma parceria entre a Startup Portugal e a Web Summit, decorrerá como o costume, refere.

Adicionalmente, a organização irá distribuir 100 passes a ‘startups’ escolhidas pela Startup Portugal.

Cerca de 50.000 bilhetes estão disponíveis gratuitamente para estudantes e funcionários de universidades, bem como a licenciados que estejam interessados em trabalhar em ‘startups’ portuguesas ou a criar as suas próprias ‘startups’.

Em setembro, todas as universidades em Portugal irão receber uma atribuição de bilhetes, assente no seu tamanho, para distribuir pelos estudantes, funcionários e licenciados.

A Web Summit compromete-se em organizar 10.000 videoconferências entre empresas portuguesas e investidores internacionais e jornalistas, bem como potenciais clientes e parceiros.

“Esta semana estamos a assistir milhares de pessoas a conectarem-se à nossa nova plataforma”, afirma Paddy Cosgrave, citado no comunicado.

“Temos vindo a construir ‘software’ que permita conexões em eventos há mais de meia década”, o que permite mudar para “o ‘online muito naturalmente e ainda temos mais seis meses para continuar a desenvolver o que já temos alcançado”, acrescentou Cosgrave.

“A nossa plataforma permitirá à comunidade portuguesa encontrar-se com pessoas de todo o mundo para fazer as mesmas conexões significativas e valiosas que são, de certa forma, similares às do mundo real. Estamos totalmente empenhados em trabalhar com as autoridades portugesas para trazer o máximo de benefício económico possível para o país”, através de várias iniciativas, o cofundador da Web Summit.

E também para “ajudar a amplificar o ecossistema tecnológico português que tem crescimento imensamente ano após ano”, rematou.

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