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Vices da AR: Quem chumbou Cotrim de Figueiredo? PS aponta para a direita

Este artigo tem mais de 4 anos

O líder parlamentar do PS sugeriu hoje que o PSD terá inviabilizado o nome de João Cotrim de Figueiredo (IL) para a vice-presidência da Mesa do parlamento, baseado nos resultados dos candidatos dos vários partidos.

Eurico Brilhante Dias falava aos jornalistas na Assembleia da República depois de os deputados terem ‘chumbado’ os nomes propostos por Chega e Iniciativa Liberal para duas vice-presidências do parlamento. Foram eleitos apenas dois dos quatro candidatos a vice-presidente, Edite Estrela (PS) e Adão Silva (PSD).

“No que diz respeito à vice-presidência, os senhores jornalistas têm acesso aos resultados parciais das votações e não é difícil perceber qual foi o partido político que quis inviabilizar a candidatura do deputado Joao Cotrim Figueiredo”, afirmou.

Para o líder parlamentar do PS, este dado “é claro e objetivo” e “qualquer leitura dos resultados é relativamente fácil de perceber”.

“Mas naturalmente o voto é secreto e, portanto, esta afirmação carece de poder verificar-se, mas da leitura dos resultados não restam dúvidas de quem entendeu vetar o nome do senhor deputado Cotrim Figueiredo”, afirmou.

Questionado diretamente sobre se estava a referir-se ao PSD, Eurico Brilhante Dias respondeu: “Eu não posso fazer essa afirmação perentória, não a farei. Mas os senhores jornalistas facilmente olham para os resultados eleitorais e conseguem perceber objetivamente qual a variação de resultados entre candidatos e aquilo que aconteceu em particular ao deputado João Cotrim de Figueiredo. Não será difícil perceber”, vincou.

O grupo parlamentar do PSD tem um total de 77 deputados e os seus candidatos aos lugares da Mesa da Assembleia da República obtiveram sempre mais do que 180 votos – resultados sempre acima dos candidatos do PS, que tem maioria absoluta na Assembleia da República.

João Cotrim Figueiredo conseguiu 108 votos favoráveis, 110 brancos e seis nulos e a sua bancada tem oito deputados, não tendo alcançado a maioria absoluta necessária de 116.

Rio critica “curiosíssima interpretação”

O presidente do PSD criticou hoje a “curiosíssima interpretação” do PS sobre a não eleição dos candidatos a vice-presidentes do parlamento indicados pelo Chega e IL, salientando que os socialistas têm votos que permitem “eleger todos os candidatos”.

Numa publicação na rede social Twitter, Rui Rio reagiu às declarações do novo líder parlamentar do PS: “Para o PS, perante o chumbo de dois candidatos numa mesma eleição, num caso é um resultado natural, no outro há culpados. Culpados … de votarem”, refere Rui Rio.

Para o presidente do PSD, trata-se de uma “curiosíssima interpretação de um partido que tem um número de deputados suficientes para sozinho conseguir eleger todos os candidatos”, referindo-se aos 120 parlamentares socialistas, mais do que a necessária maioria absoluta de 116 para eleger os vice-presidentes do parlamento.

(Artigo atualizado às 21:58)

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