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Donald Trump anunciou esta manhã na rede Truth Social que os Estados Unidos realizaram um ataque em larga escala à Venezuela e capturaram Nicolás Maduro e a sua esposa, tendo ambos sido transportados para fora do país. Trump adiantou que a operação contou com o apoio militar norte-americano e que uma conferência de imprensa em Mar-a-Lago está marcada para as 16h00.
Contudo, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse em declarações à televisão estatal que o paradeiro de Maduro e da sua esposa continua desconhecido e pediu a Trump uma prova de vida dos dois.
O senador republicano norte-americano Mike Lee revelou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Nicolás Maduro será julgado nos Estados Unidos. Após uma conversa telefónica com Rubio, Lee escreveu na rede social X que o secretário de Estado não prevê novas ações militares na Venezuela, dado que Maduro se encontra agora sob custódia norte-americana.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, confirmou que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, irão enfrentar acusações criminais em território norte-americano, na sequência de um processo judicial instaurado em Nova Iorque.
Numa mensagem publicada nas redes sociais, Bondi afirmou que o casal irá “em breve enfrentar todo o peso da justiça americana, em solo americano e perante tribunais americanos”.
Segundo a responsável máxima do Departamento de Justiça dos EUA, Maduro foi formalmente acusado no Tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque pelos crimes de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, bem como conspiração para posse de armamento pesado contra os Estados Unidos.
Embora já fosse conhecido que Maduro tinha sido acusado em 2020 nesse processo, só agora foi revelado publicamente que Cilia Flores também consta da acusação.
Donald Trump anunciou este sábado que os Estados Unidos vão assumir um papel “muito forte” na exploração do setor petrolífero venezuelano, na sequência da operação que resultou na captura do líder Nicolás Maduro.
“Temos as maiores e melhores empresas petrolíferas do mundo, e vamos estar muito envolvidos nesse processo”, afirmou Trump em entrevista à Fox News.
Segundo autoridades venezuelanas, o ataque norte-americano deixou um número ainda não especificado de mortos e feridos no país, sendo que a contagem de vítimas ainda está a ser avaliada.
Donald Trump assegurou que a operação norte-americana provocou apenas feridos e não registou qualquer vítima mortal entre as forças dos EUA.
Num comunicado oficial, o Executivo venezuelano acusou os Estados Unidos de terem atacado “o território e a população venezuelanos” em zonas civis e militares da capital e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, na região metropolitana de Caracas. Maduro ordenou a ativação de todos os planos nacionais de defesa e apelou a “todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização”.
Pelo menos sete explosões e a passagem de aeronaves a baixa altitude foram ouvidas pelas 02h00 locais (06h00 em Lisboa), segundo a Associated Press. Em menos de meia hora, várias zonas da cidade foram atingidas, levando muitos habitantes a sair para as ruas, enquanto outros recorriam às redes sociais para relatar os estrondos. Duas horas depois, partes da cidade continuavam sem eletricidade, embora a circulação automóvel não tivesse sido interrompida.
Fumo era visível a sair de um hangar de uma base militar em Caracas e outra instalação militar na capital ficou sem energia. “O chão tremeu todo. Isto é horrível. Ouvimos explosões e aviões”, relatou Carmen Hidalgo, de 21 anos, que regressava de uma festa de aniversário com familiares.
No comunicado, o governo apelou diretamente aos seus apoiantes: “Povo para as ruas!” e classificou os acontecimentos como um “ataque imperialista”. A declaração de “perturbação externa” concede a Maduro poderes alargados, incluindo a possibilidade de suspender direitos e reforçar o papel das Forças Armadas.
Uma fonte do Governo dos Estados Unidos confirmou à Reuters, sob condição de anonimato, que Washington está a realizar ataques dentro do território venezuelano, sem adiantar pormenores sobre as operações.
Perante o agravamento da situação, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) proibiu voos comerciais e privados norte-americanos no espaço aéreo da Venezuela e da ilha de Curaçao, citando “riscos para a segurança da aviação devido a atividade militar em curso”.
Entretanto, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, encontra-se atualmente na Rússia, segundo a Reuters, enquanto o seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, permanece em Caracas.
O ataque ocorre num contexto de tensões crescentes entre Washington e Caracas. Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram a presença militar nas Caraíbas e no Pacífico oriental, atacando embarcações suspeitas de tráfico de droga. Desde setembro, foram registados 35 ataques a barcos e pelo menos 115 mortos, segundo dados da administração norte-americana. Em novembro, a chegada do porta-aviões mais avançado dos EUA à região marcou o maior destacamento militar norte-americano na zona em várias gerações.
O presidente norte-americano Donald Trump tem vindo a ameaçar ataques diretos em território venezuelano, tendo também ordenado a apreensão de petroleiros sancionados e um bloqueio naval que agravou a pressão económica sobre o país. Trump justifica a ofensiva como necessária para travar o tráfico de droga, afirmando que os EUA estão envolvidos num “conflito armado” com cartéis.
Maduro, por sua vez, declarou recentemente que os EUA pretendem forçar uma mudança de regime e obter acesso às vastas reservas de petróleo da Venezuela. O presidente venezuelano enfrenta acusações de narco-terrorismo nos Estados Unidos. Na semana passada, a CIA esteve por detrás de um ataque com drone numa zona portuária usada por cartéis venezuelanos, a primeira operação direta conhecida em solo venezuelano desde o início da ofensiva marítima norte-americana.
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