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Venezuela: 173 presos assassinados em prisões sobrelotadas

Este artigo tem mais de 9 anos

Dados divulgados na quinta-feira pelo Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) dão conta do homicídio de 173 presos nas prisões da Venezuela, entre janeiro e dezembro de 2106, período durante o qual outros 268 reclusos foram feridos.

Os dados do Relatório Anual do Observatório Venezuelano de Prisões (OVP)  incluem registos de 54.738 detidos, num sistema que está habilitado para acolher 35.562 presos, correspondente a uma “sobrelotação de 153%”.

Numa conferência de imprensa em Caracas o coordenador do OVP, Humberto Prado, explicou que aquele organismo divide os estabelecimentos prisionais em dois tipos, os do sistema nacional, que inclui as cadeias de máximas segurança e é gerido pelo Ministério dos Serviços Penitenciários e as comissarias ou calabouços de entidades policiais, municipais e regionais.

Além da situação de sobrelotação e de violência os presos venezuelanos estão ainda sujeitos, segundo aquele responsável, à deterioração de condições de saúde, com “72% dos detidos a apresentarem doenças dermatológicas e 18% doenças respiratórias”.

Entre os novos problemas prisionais está a malnutrição ocasionada por falta de alimentos que, segundo o OVP registou “dez mortos” em 2016 e ainda três casos de “canibalismo”.

Segundo a imprensa local na Venezuela existem 13 centros prisionais de alta segurança e 19 calabouços temporários, em polícias e tribunais.

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