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Universidades mundiais cortam laços com a academia israelita por causa de Gaza

Entidades da Europa à América do Sul estão a boicotar as instituições israelitas.

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Um número crescente de universidades e instituições académicas está a romper laços com a academia israelita, no meio de alegações de que esta é cúmplice das ações do governo israelita em relação aos palestinianos.

No ano passado, por exemplo, a Universidade Federal do Ceará, no Brasil, cancelou uma cimeira de inovação com uma universidade israelita, enquanto várias universidades na Noruega, Bélgica e Espanha romperam laços com instituições israelitas. Outras, incluindo o Trinity College Dublin, seguiram o exemplo este verão, relata um artigo do The Guardian este sábado.

Nos Países Baixos, a Universidade de Amesterdão terminou um programa de intercâmbio de estudantes com a Universidade Hebraica de Jerusalém, e a Associação Europeia de Antropólogos Sociais declarou que não irá colaborar com instituições académicas israelitas e incentivou os seus membros a fazerem o mesmo.

Além disso, os bloqueios no financiamento da investigação podem ser muito problemáticos para as universidades israelitas. Tais receios são bastante reais: desde 2021, Israel recebeu um montante líquido de 875,9 milhões de euros do programa Horizonte Europa da UE para investigação científica. No entanto, em Julho, a Comissão Europeia propôs suspender parcialmente Israel do Horizonte Europa.

“A proposta afetará as entidades israelitas participantes no Acelerador EIC, visando startups e PME [pequenas e médias empresas] com inovações disruptivas e tecnologias emergentes com potencial de utilização dupla, por exemplo, na cibersegurança, drones e inteligência artificial”, disse o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier.

Actualmente, a suspensão parece improvável, com 10 Estados-membros a defenderem que é melhor manter o diálogo aberto com Israel. Mas persistem preocupações de que Israel possa ser impedido de participar no sucessor do Horizonte Europa, que está previsto começar em 2028.

Embora os investigadores israelitas tenham afirmado ao Guardian que a academia é o alvo errado para os boicotes, e alguns especialistas afirmem que, por si só, um boicote académico não será eficaz, outros sustentam que a abordagem é uma ferramenta poderosa.

“A ameaça de boicote académico é suficiente para pressionar o Governo israelita a pôr fim a este genocídio”, disse Abu-Sittah.

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