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A União Europeia decidiu esta segunda-feira cortar permanentemente o fornecimento de gás russo à Hungria e à Eslováquia, mesmo sem o apoio dos dois Estados-membros. O processo será gradual, mas a paragem completa deverá estar implementada até 1 de janeiro de 2028, anunciou o Conselho Europeu.
Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, a UE tem procurado reduzir a dependência energética de Moscovo, interrompendo importações de petróleo, carvão e gás. No entanto, Budapeste e Bratislava sempre resistiram a esta estratégia, argumentando que não existem alternativas viáveis e alertando para uma possível subida descontrolada dos preços da energia nos seus países.
Apesar das preocupações da Hungria e da Eslováquia, que mantêm relações próximas com o Kremlin, a restante UE, representando 25 capitais, decidiu avançar com a medida.
Segundo a CNN, nas vésperas da votação, os governos de Budapeste e Bratislava tentaram impedir o corte — o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, chegou a prometer bloquear o 19.º pacote de sanções da UE contra a Rússia caso o fornecimento de gás fosse cortado à Eslováquia.
A Hungria e a Eslováquia mantêm que a decisão constitui “um ataque direto à segurança energética” da Europa, prejudicando consumidores e indústrias.
Até ao momento, os ministérios dos Negócios Estrangeiros da Hungria e da Economia da Eslováquia não comentaram a decisão.
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