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Ucrânia: Odessa volta a ser atacada com drones de fabrico iraniano

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O Exército ucraniano denunciou este domingo, 25 de setembro, que a cidade costeira de Odessa foi atacada de madrugada com drones de fabrico iraniano, dois dias depois de um ataque russo com uma arma similar ter matado dois civis.

“Odessa foi atacada novamente por drones suicidas do inimigo”, denunciou o Comando Operacional Sul do exército ucraniano.

“O inimigo atingiu três vezes o prédio da administração no centro da cidade”, detalhou, numa mensagem no Facebook, acrescentando que um dos drones foi derrubado pela Força Aérea ucraniana sem deixar vítimas.

Natalia Gumeniuk, uma porta-voz do Comando Operacional do Sul, disse à AFP que eram “drones iranianos”.

O ataque ocorreu dois dias depois de dois civis terem sido mortos em Odessa, num ataque russo cometido com recurso a um drone de fabricação iraniana. Ainda na sexta-feira, 23 de setembro, quatro drones iranianos foram abatidos no sul do país, segundo as Forças Armadas ucranianas.

Nesse contexto, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia divulgou um comunicado, na sexta-feira, informando a sua decisão de retirar a acreditação do embaixador iraniano no país e reduzir, significativamente, o número de funcionários diplomáticos da Embaixada iraniana em Kiev.

“A parte iraniana foi informada de que o fornecimento de armas à Rússia (…) vai contra a posição de neutralidade, respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia”, acrescentou o mesmo ministério.

“Fornecer armas à Rússia para que faça guerra na Ucrânia é um ato hostil que representa um duro golpe nas relações entre Ucrânia e Irão”, acrescentou.

No sábado (24), Teerão disse lamentar a decisão do governo ucraniano.

“Teerão lamenta a decisão do governo ucraniano, referente às relações diplomáticas com a República Islâmica do Irão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Nasser Kanani, em comunicado.

“Esta decisão baseia-se em informações infundadas transmitidas pela propaganda da imprensa estrangeira” contra o Irão, acrescentou.

Kanani destacou “a política clara de neutralidade ativa do seu país no conflito entre Ucrânia e Rússia, a sua oposição à guerra e a necessidade de uma solução política das diferenças, sem recorrer à violência”.

O Irão responderá de “forma apropriada à decisão do governo ucraniano”, concluiu.

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