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As declarações foram feitas na reunião inaugural do chamado “Board of Peace”, em Washington, onde Trump reconheceu que ainda há trabalho a fazer nas negociações com a República Islâmica e admitiu que poderá ser necessário “ir um passo mais além”, segundo a BBC.
Nos últimos dias, os Estados Unidos reforçaram significativamente a sua presença militar no Médio Oriente, ao mesmo tempo que foram relatados progressos nas conversações entre negociadores norte-americanos e iranianos na Suíça. Segundo Trump, os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner tiveram “boas reuniões” com representantes iranianos, embora tenha sublinhado que nunca foi fácil alcançar um acordo sólido com Teerão.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou entretanto que o Irão seria “muito sensato” em fechar um acordo, reiterando que Trump continua a preferir uma solução diplomática para a questão nuclear. Ainda assim, a possibilidade de ação militar está em cima da mesa, numa altura em que imagens de satélite indicam que o Irão reforçou instalações militares e o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, publicou mensagens nas redes sociais com ameaças dirigidas às forças norte-americanas.
No Congresso dos EUA, vários democratas e alguns republicanos manifestaram oposição a qualquer intervenção militar sem aprovação parlamentar, invocando a Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que limita a capacidade do presidente de envolver o país em conflitos armados sem autorização do Congresso. Apesar disso, as probabilidades de ser aprovada uma resolução que bloqueie uma eventual ação militar são consideradas reduzidas.
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