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A declaração surgiu horas depois de responsáveis norte-americanos terem admitido essa possibilidade. Trump disse que, “nos próximos 10 dias, provavelmente”, ficará claro se haverá um entendimento diplomático ou se os EUA avançarão com ação militar. Nas últimas semanas, Washington tem reforçado a sua presença militar na região.
Os Estados Unidos e os seus aliados europeus suspeitam que o Irão esteja a aproximar-se do desenvolvimento de uma arma nuclear, algo que Teerão sempre negou. Ainda assim, responsáveis dos dois países reuniram-se na Suíça e afirmaram ter feito progressos. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o Irão está a preparar um rascunho de possível acordo para entregar ao enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, nos próximos dias.
Enquanto decorrem as negociações, os EUA continuam a aumentar o seu dispositivo militar nas proximidades do Irão. Entre os meios destacados está o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, bem como o USS Abraham Lincoln, além de destróieres, navios de combate e aviões de caça. Imagens de satélite indicam que o Irão também reforçou instalações militares, enquanto o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, publicou mensagens nas redes sociais a advertir as forças norte-americanas.
Trump é conhecido por manter ambiguidade quanto às suas intenções e fê-lo mais uma vez. Apesar de admitir a possibilidade de ação militar, não especificou quais seriam os objetivos concretos de uma eventual operação, que segundo relatos poderá variar entre um ataque pontual e uma campanha de várias semanas. No passado, o presidente já utilizou prazos públicos como forma de pressão ou para criar surpresa estratégica, como aconteceu antes da operação militar contra instalações nucleares iranianas no ano passado.
Uma nova intervenção militar surgiria num momento politicamente delicado para a administração Trump, com sondagens a indicarem um aumento da insatisfação dos eleitores relativamente à imigração e à economia. Além disso, um conflito prolongado com o Irão poderá gerar tensões dentro da sua própria base política, que foi mobilizada, em parte, pela promessa de evitar envolvimentos externos prolongados e dispendiosos.
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