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Trump confirma promessa de deportação imediata de 3 milhões de imigrantes sem documentos

Este artigo tem mais de 9 anos

Donald Trump vai cumprir com a sua promessa de deportar milhões de imigrantes sem documentos dos Estados Unidos. Esta afirmação foi feita pelo presidente eleito numa entrevista que vai ser transmitida neste domingo.

“O que vamos fazer é encontrar as pessoas que são criminosas ou têm registo criminal, membros de gangues, traficantes de drogas – provavelmente dois milhões, até podem chegar a três milhões – (…) e ou vamos expulsá-las do nosso país ou vamos encarcerá-las”, disse Trump numa entrevista que será transmitida pelo canal televisivo CBS às 22:00 de Lisboa.

“Mas vamos expulsá-las do nosso país, estão cá ilegalmente”, disse o futuro Presidente, acrescentando que depois da fronteira ser “segura”, as autoridades responsáveis pela emigração vão fazer uma “determinação” sobre os restantes imigrantes sem documentos que ficarem no país.

“Depois de a fronteira ficar segura e depois tudo estar normalizado, vamos fazer uma determinação sobre as pessoas de quem estão a falar, que são ótimas pessoas, mas vamos fazer uma determinação sobre isso”, disse.

“Mas antes de fazermos essa determinação, é muito importante, vamos tornar as fronteiras seguras”, acrescentou.

Questionado sobre se realmente vai construir um muro ao longo da fronteira com o México, uma das mais mediáticas e controversas propostas eleitorais de Trump, o vencedor das eleições respondeu: “Sim”.

Depois da vitória de terça-feira, o Governo do México veio novamente garantir que não iria financiar a construção do muro, e o vice-presidente da equipa de transição da nova Presidência, o republicano Newt Gingrich, quando questionado sobre o tema, respondeu que o muro tinha sido “um grande instrumento de campanha”.

Na entrevista, a primeira desde que venceu as eleições de terça-feira passada, Trump admitiu ainda que o muro pode ser parcialmente substituído por uma cerca, acolhendo as ideias de alguns congressistas republicanos.

“Para certas áreas, sim, mas noutras áreas, um muro é mais apropriado”, disse, acrescentando: “Eu sou muito bom nisto, chama-se construção”.

Na conversa com a jornalista, que inclui segmentos com a mulher, Melanie, e os filhos, Trump revelou que ganhou 100 mil seguidores no sábado nas redes sociais Facebook, Twitter e Instagram, e explicou porque razão usa tanto o Twitter, quando foi questionado se iria “continuar a disparar o que lhe passava pela cabeça” quando chegar à Casa Branca.

“Vou ser muito comedido, se o usar sequer”, respondeu, referindo-se ao Twitter. No entanto”É uma forma moderna de comunicação, não há nada que ter vergonha. Juntando o Twitter, o Facebook e o Instagram, tenho 28 milhões de pessoas, dá para passar a mensagem. Quando alguém escreve uma má história sobre mim, ou a história é imprecisa, tenho um meio de ripostar”.

“O facto de [estas redes sociais] terem tanto poder ajudou-me a ganhar as corridas nas quais eles [a campanha democrata] gastaram mais dinheiro do que eu”, disse ainda Trump.

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