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Os suspeitos, com idades entre os 44 e os 48 anos, foram detidos em moradas situadas nas zonas oeste e central de Londres, onde continuam a decorrer buscas, assim como numa terceira residência localizada igualmente na zona oeste da capital britânica.
Segundo a polícia, os três homens foram detidos por suspeita de assistência a um serviço de informações estrangeiro, em violação da secção 3 da referida lei. As autoridades confirmaram que o país em causa é a Rússia.
O comandante Dominic Murphy, chefe da Divisão de Contraterrorismo da Polícia Metropolitana, afirmou que as detenções se inserem nos esforços das autoridades para travar a infiltração de agentes estrangeiros em território britânico.
“Estamos a ver um número crescente de pessoas que descreveríamos como proxies a serem recrutadas por serviços de informações estrangeiros, e estas detenções estão diretamente relacionadas com os nossos esforços contínuos para interromper esse tipo de atividade”, disse Murphy ao canal britânico.
O responsável policial deixou ainda um aviso a eventuais colaboradores desses serviços: “Qualquer pessoa que possa ser contactada e tentada a realizar atividades criminosas em nome de um Estado estrangeiro aqui no Reino Unido deve pensar duas vezes. Este tipo de atividade será investigado e quem for apanhado pode esperar ser processado — e as consequências para quem for condenado são potencialmente muito graves”.
As autoridades britânicas têm vindo a intensificar a vigilância a alegadas operações de espionagem conduzidas por agentes ao serviço de Moscovo. Em maio, seis membros de uma rede de espionagem russa, que operava a partir de uma pensão em Great Yarmouth, foram condenados por conduzirem operações de vigilância em vários países europeus, incluindo o Reino Unido, Áustria, Espanha, Alemanha e Montenegro.
Esses seis espiões, de nacionalidade búlgara, terão realizado missões de vigilância “em escala industrial”, com alvos que incluíam jornalistas, dissidentes e militares ucranianos, de acordo com o relatório então divulgado.
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