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Tensão no Irão não põe em risco abastecimento português

Portugal dispõe atualmente de reservas suficientes para garantir cerca de 93 dias de consumo, mesmo em cenários de disrupção no fornecimento, assegurou a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE).

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A ENSE esclareceu, em resposta à agência Lusa, que as importações portuguesas não dependem do estreito de Ormuz, fechado pelo Irão, nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas para o território nacional. Pelo estreito são normalmente transportados gás natural e petróleo, mas Portugal não está exposto diretamente a essa rota.

“Não há razão para alarme neste momento”, sublinhou a ENSE. A entidade recomenda apenas monitorização atenta a curto prazo e uma avaliação conjunta ao nível europeu, garantindo que qualquer intervenção seja articulada em coordenação com os parceiros da União Europeia.

Sobre o impacto no preço do petróleo, o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, admitiu que o aumento não é positivo, mas recordou que Portugal já está melhor preparado do que no passado.

“70% da eletricidade consumida em Portugal vem de fontes renováveis, o que torna o país menos dependente do petróleo e oferece uma vantagem competitiva”, afirmou. O governante assegurou que o executivo estará sempre atento e tomará medidas necessárias para garantir o funcionamento da economia e o equilíbrio das finanças públicas.

O contexto internacional pesa: Israel e Estados Unidos lançaram um ataque militar contra o Irão para “eliminar ameaças iminentes” do regime iraniano, ao qual Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas e alvos israelitas. Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os confrontos já causaram 787 mortos, incluindo seis militares dos Estados Unidos confirmados pelo Pentágono.

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