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Tanques israelitas disparam contra patrulha de capacetes azuis espanhóis no Líbano

Uma patrulha de capacetes azuis espanhóis sofreu disparos de tanques israelitas no sul do Líbano, sem registo de feridos, segundo o Estado-Maior de Defesa.

Força da ONU no Líbano acusa Israel de atirar contra a sua base, gerando acusações de

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Carros de combate das Forças de Defesa de Israel abriram fogo na segunda-feira contra uma patrulha de capacetes azuis espanhóis, destacados no sul do Líbano no âmbito da missão da Unifil das Nações Unidas, sem provocar ferimentos, informou o Estado-Maior de Defesa.

Segundo o El País, o incidente ocorreu por volta das 16h30, quando três carros de combate israelitas se posicionaram a norte da denominada buffer zone, área sob responsabilidade do Batalhão Espanhol (Spanbatt) da Brigada Este da Unifil, comandada pelo general Antonio Bernal Martín.

A buffer zone é uma zona de segurança em torno de cinco posições estratégicas que as Forças de Defesa de Israel mantêm em território libanês desde a última invasão, em outubro de 2024, das quais deveriam ter-se retirado. Ao aperceberem-se da presença dos tanques fora desta zona, os militares espanhóis dirigiram-se para sul, na proximidade da localidade de El Khiam, com o objetivo de monitorizar os movimentos israelitas.

Nesse momento, os tanques efetuaram três disparos com a arma principal, um canhão de 105 a 120 milímetros. Os projéteis caíram a 150 e 380 metros da patrulha espanhola, que não registou feridos. De acordo com o Estado-Maior de Defesa, os capacetes azuis recuaram para uma área segura, enquanto os carros de combate israelitas regressaram às suas posições em território libanês. Sem novos incidentes, a patrulha retornou à base do batalhão espanhol Miguel de Cervantes, localizada em Marjayún.

Este não é o primeiro confronto envolvendo forças espanholas na missão Unifil. Os capacetes azuis têm sido frequentemente alvo de hostilidade por parte das tropas israelitas, que consideram incómoda a sua presença, devido ao seu papel de monitorização das ações em curso no sul do Líbano.

Com o apoio dos Estados Unidos, Israel conseguiu que o Conselho de Segurança da ONU decidisse pôr termo ao mandato da Unifil no final deste ano, iniciando-se posteriormente uma retirada gradual, mesmo que ainda não se tenha concretizado a transferência de controlo da região para as Forças Armadas Libanesas (FAL).

O Estado-Maior de Defesa sublinha que os militares espanhóis, mais de 600 no total, contribuem para a paz e estabilidade no sul do Líbano, sempre em coordenação com as Forças Armadas Libanesas e as forças israelitas. Nesse contexto, qualquer ação hostil contra estas tropas constitui uma séria violação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, colocando em risco a segurança dos militares destacados na região.

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