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Suécia disponibiliza 4,7 milhões de euros para acesso ao aborto seguro em Moçambique

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O Governo sueco anunciou hoje uma ajuda de cinco milhões de dólares (4,7 milhões de euros) para apoiar um programa de acesso ao aborto seguro em Moçambique, no âmbito da promoção dos direitos sexuais e reprodutivos.

Em comunicado enviado à Lusa, a embaixada da Suécia em Maputo indica que o programa vai apostar na transmissão do conhecimento, oportunidades e capacidade das mulheres e raparigas em relação ao aborto, cuidados e meios contracetivos.

A iniciativa, prossegue a nota de imprensa, vai concentrar as suas ações nas províncias de Nampula, norte, e Zambézia, centro, duas províncias que estão entre as piores em termos de indicadores de saúde sexual e reprodutiva em Moçambique.

“No âmbito deste programa, será realizado um esforço significativo para garantir que as partes interessadas do sistema de saúde sejam sensibilizadas, estejam comprometidas e possuam conhecimentos e habilidades necessárias para prestar serviços de aborto acessíveis e de boa qualidade”, refere o comunicado.

A embaixada da Suécia em Maputo assinalou que a iniciativa se enquadra na Lei de Acesso ao Aborto Seguro, aprovada pela Assembleia da República de Moçambique em 2014, e que descriminalizou o aborto até às 12 primeiras semanas de gravidez.

Dados do Ministério da Saúde moçambicano indicam que cerca de 11% da mortalidade materna no país é devida ao aborto inseguro e à sua natureza clandestina.

Atualmente, os serviços que fazem o aborto seguro estão disponíveis apenas nas províncias urbanas do sul do país.

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