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Sismos: O que é a escala de Richter e como funciona?

Este artigo tem mais de 1 ano

Quando um sismo é registado, imediatamente surge o termo “escala de Richter”, uma escala utilizada para medir a magnitude de um tremor de terra. Mas, afinal, o que é esta ferramenta e como funciona?

Numa altura em que passam poucas horas desde que foi registado, em Portugal, um sismo de magnitude 5,3, com epicentro a 58km a oeste de Sines, sentido em algumas cidades do país, mas também em Espanha e em Marrocos, vale a pena relembrar o que é a escala de Richter, de que tanto se fala, e como funciona.

O que é a escala de Richter?

A escala de Richter, também conhecida como escala de magnitude local, é a ferramenta utilizada para avaliar a magnitude de um sismo, ou seja, medir a força e a intensidade de um tremor de terra, indicando-nos o máximo de energia libertada durante esse momento, causado pela deslocação das placas tectónicas.

A energia é calculada a partir da amplitude das ondas sísmicas – movimentos de partículas que se propagam e que são observadas a uma certa distância a partir do epicentro (ponto da superfície da Terra que está exatamente acima do foco do tremor) – registadas através dos sismógrafos.

Inicialmente, a escala de Richter dizia-se infinita, no entanto, com o registo dos tremores de terra ao longo dos anos, definiu-se uma escala de 1 a 10, sendo 1 considerado um sismo de menor magnitude e 10 de maior magnitude.

Por norma, um sismo com classificação de 3 apenas se sente junto ao epicentro, o que quer dizer que a partir de 3, e entre 4 e 5, não só é possível senti-lo, como também se podem verificar quedas de objetos e pequenos danos.

Já quando é registada uma magnitude de 6, e até 7 e 8, a sensação de tremor e os danos como consequência podem revelar-se maiores. Com uma magnitude entre 8 a 10, apesar de o abalo e os danos serem devastadores, não é tão comum que sejam registados sismos, embora já tenha acontecido algumas vezes.

A escala de magnitude sísmica funciona assim:

  • De 1 a 2: micro tremor de terra, que é difícil de ser registado, mas muito comum;
  • De 2 a 4: pequeno tremor de terra, que muitas vezes não é sentido, mas pode causar pequenos danos;
  • De 5 a 6: moderado, mas pode causar pequenos danos;
  • De 6 a 7: forte e pode causar danos graves;
  • De 7 a 8: muito forte e pode causar grandes danos e destruição;
  • De 8 a 10: extremo, podendo levar à destruição total da região onde se registar o tremor de terra.

Originalmente, esta ferramenta foi criada em 1935, pelo sismólogo norte-americano Charles Francis Richter e o germano-americano Beno Gutenberg, para medir os tremores de terra no sul do estado da Califórnia, nos Estados Unidos da América. Mais tarde, a escala foi melhorada para permitir a sua aplicação noutras localidades.

Contudo, nos últimos anos, alguns sismólogos levantaram dúvidas quanto à eficácia desta escala, considerando-a obsoleta e afirmando que com ela apenas era possível medir, efetivamente, os sismos mais fracos, com magnitudes variáveis entre 2 e 6,9.

Como é feito o cálculo da escala de Richter?

O cálculo da escala de Richter tem em consideração a localização do sismógrafo em relação à área onde aconteceu o sismo, baseando-se na amplitude das ondas sísmicas produzidas durante o tremor de terra.

O resultado do cálculo é um valor que não apresenta uma unidade determinada (nem mesmo graus), classificando-se, por isso, de 1 a 10, desta forma: “(…) registado um sismo de magnitude 5,3 (no que diz respeito ao sismo sentido neste dia, 26 de agosto de 2024, em Lisboa) na escala de Richter”.

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