• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Sismo na península de Kamchatka entre os dez maiores do mundo desde 1900

O terramoto de magnitude 8,8 gerou tsunami no Pacífico e é o mais forte desde o sismo de Tohoku, no Japão, em 2011.

Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

O violento sismo de magnitude 8,8 que atingiu ontem a região da península de Kamchatka, na Rússia, entrou diretamente para a lista dos dez maiores terramotos registados no mundo desde 1900, segundo dados do Serviço Geológico dos EUA (USGS/NEIC).

O abalo ocorreu às 23h24 UTC, a uma profundidade de cerca de 21 quilómetros, resultante de uma falha inversa superficial na ativa zona de subducção de Kuril-Kamchatka. Com epicentro localizado a 52,56°N e 160,16°E, este evento foi sentido numa região com histórico sísmico relevante — a menos de 30 quilómetros do local onde, em 1952, ocorreu um outro sismo de magnitude 9,0.

Trata-se do maior sismo a nível global desde 2011, ano em que um terramoto de magnitude 9,0 em Tohoku, no Japão, provocou o devastador tsunami e o desastre nuclear de Fukushima. Este novo abalo ultrapassa, em magnitude, dezenas de eventos marcantes das últimas décadas e reforça o estatuto da região de Kamchatka como uma das zonas mais sísmicas do planeta.

O sismo de 29 de julho integra uma sequência sísmica intensa iniciada dez dias antes, incluindo 50 abalos com magnitude superior a 5,0, entre os quais um de magnitude 7,4 a 20 de julho e três de magnitude 6,6. Após o evento principal, ocorreram já três réplicas superiores a magnitude 6,0 e 57 com magnitude igual ou superior a 5,0, das quais 39 foram detetadas pela rede sísmica do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), em Portugal.

O terramoto gerou ainda um tsunami no Pacífico, com ondas de 1,7 metros no Havai e 1,3 metros em Kujiko, no Japão. Apesar da sua potência, não há qualquer impacto previsto para o Oceano Atlântico, incluindo o território português.

As autoridades continuam a acompanhar a evolução da atividade sísmica na região, perante a possibilidade de novas réplicas significativas. A comunidade científica sublinha a importância deste evento para o estudo das grandes zonas de subducção e para a avaliação global do risco sísmico.

Veja também

Em Destaque

Últimas