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Ryanair. Há mudanças nas regras da mala de cabine

A companha irlandesa, Ryanair, avança com o aumento das medidas da bagagem de mão nos aeroportos europeus. A medida surge num momento em que a companhia aérea enfrenta, em Espanha, processos judiciais relacionados com taxas e suplementos considerados abusivos.

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A companhia aérea low cost Ryanair anunciou, na passada quinta-feira, que concluiu a instalação de novos medidores de bagagem de mão em todos os aeroportos da rede europeia.

A transportadora irlandesa, com sede em Dublin, confirmou que, a partir de agora, todos os passageiros podem transportar gratuitamente uma mala de mão com as dimensões de 40x30x20 centímetros, maior do que a anterior, que estava limitada a 40x30x15 centímetros.

Em comunicado, a companhia recorda que esta bagagem deve caber debaixo do assento do passageiro. Quem pretende levar uma mala adicional poderá fazê-lo adquirindo o serviço de Prioridade de Embarque.

O diretor de marketing da Ryanair, Dara Brady, destacou que a alteração foi aplicada de maneira uniforme em todos os aeroportos europeus onde a companhia opera. “Esperamos que os nossos clientes desfrutem destas peças de bagagem de mão gratuitas maiores, mas qualquer passageiro que não cumpra estes novos e generosos limites terá de pagar a taxa de check-in da bagagem na porta de embarque”, sublinhou.

A decisão surge numa altura em que a transportadora enfrenta processos judiciais e regulatórios em Espanha. O Ministério do Consumo espanhol sancionou, em novembro de 2024, cinco companhias aéreas, entre as quais a Ryanair, por práticas consideras abusivas, incluindo a cobrança de suplementos pela bagagem de mão. No caso da Ryanair, a multa de 109 milhões de euros foi entretanto suspensa pelo Tribunal Superior de Justiça de Madrid, até decisão final.

O presidente executivo da companhia, Michael O´Leary, afirmou recentemente em Bruxelas estar confiante de que a justiça espanhola ou europeia irá reverter a sanção. Recordou ainda que o Tribunal de Justiça da União Europeia já decidiu, em 2014, que as companhias aéreas podem definir os preços da bagagem, mas que os passageiros têm direito a transportar gratuitamente uma mala de cabinete com dimensão suficiente para os pertences pessoais.

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