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Rússia responde a sanções dos EUA com expulsão de 35 diplomatas norte-americanos

Este artigo tem mais de 9 anos

O ministério dos Negócios Estrangeiros russo propôs a expulsão de 35 diplomatas norte-americanos em resposta às sanções dos EUA adotadas por Obama por alegada ingerência russa nas eleições dos EUA.

“O ministério dos Negócios Estrangeiros (…) propôs ao presidente russo declarar ‘persona non grata’ 31 diplomatas da embaixada dos Estados Unidos em Moscovo e quatro diplomatas do consulado geral americano em São Petersburgo”, indicou Lavrov num discurso transmitido na televisão e citado pela AFP.

O ministério das Negócios Estrangeiros russo também propôs proibir que os diplomatas americanos utilizem uma casa de campo perto de Moscovo e um edifício usado como depósito na capital. “A reciprocidade é a regra da diplomacia nas relações internacionais”, acrescentou Lavrov, dizendo que não era possível deixar este “ataque” norte-americano sem resposta.

Estas informações vão ao encontro no noticias pela CNN que dava conta do encerramento do acesso que conduz à casa de férias da embaixada dos Estados Unidos na Rússia, no parque de Serebryanyy Bor, perto da capital. Adianta ainda a CNN, citando um alto responsável norte-americano, que o Governo russo ordenou o encerramento de uma escola anglo-americana em Moscovo.

Entre as sanções anunciadas na quinta-feira pelo Presidente dos Estados Unidos – por alegada ingerência russa nas eleições norte-americanas – existem medidas contra as agências de serviços de informações russas FSB e GRU; a classificação de 35 agentes russos como ‘persona non grata’, aos quais foram dadas 72 horas para abandonarem o país; e o encerramento de dois edifícios em Nova Iorque e Maryland que os Estados Unidos dizem serem utilizadas para “objetivos relacionados com os serviços secretos”.

Os serviços secretos norte-americanos concluíram que o acesso a e-mails do Partido Democrata e da campanha de Hillary e a respetiva divulgação foram levados a cabo para pôr Trump – um ‘outsider’ da política que elogiou Putin – na Sala Oval. Estas sanções são as mais duras adotadas por Obama durante os seus oito anos de Governo.

O Presidente da Rússia negou, por inúmeras vezes, que o Kremlin esteja por detrás de uma suposta ingerência no processo eleitoral norte-americano. “Por acaso, os Estados Unidos são uma república das bananas?”, disse, numa ocasião.

Putin acusou ainda os autores dessas denúncias, em particular a candidata derrotada nas presidenciais de novembro, a democrata Hillary Clinton, de tentarem ocultar os problemas reais que afetam a sociedade norte-americana.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zajarova, já tinha anunciado que a resposta da Rússia às sanções seria conhecida hoje. “A América e o povo norte-americano têm sido humilhados pelo seu próprio Presidente. Não por terroristas internacionais nem por tropas inimigas. Desta vez, a bofetada a Washington foi dada pelo seu próprio senhor”, afirmou a diplomacia russa.

Zajarova classificou a administração de Obama de “grupo de fracassados na política externa, enojados e pouco inteligentes”, que propiciaram “um golpe destruidor do prestígio e da liderança dos Estados Unidos”.

“O espetáculo acabou. Barack Obama e a sua iletrada equipa revelaram ao mundo o seu principal segredo: a exclusividade mascara a debilidade”, disse, em alusão ao discurso proferido por Obama na Academia Militar de West Point em 2014, em que o Presidente norte-americano se referiu à “exclusividade” do seu país para defender a democracia em todo o mundo.

(Notícia corrigida às 12h55: Era dada como certa a expulsão comunicada por Lavrov, mas Putin acabou por não aceitar a proposta no ministro dos Negócios Estrangeiros russo).

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