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Roma propõe relógios conectados para mulheres em perigo de violência

Este artigo tem mais de 2 anos

O Ministério Público de Roma e a polícia da capital italiana anunciaram, nesta terça-feira, o lançamento de um projeto para fornecer às mulheres ameaçadas de violência relógios conectados para que as forças da ordem possam intervir.

Tratam-se de relógios conectados através do telefone da mulher potencialmente em perigo com o centro operacional da polícia de Roma.

Esses relógios, que dispõem de um microfone e geolocalização, podem ser acionados pela vítima de uma agressão ou automaticamente, segundo um comunicado.

As mulheres consideradas expostas a um perigo deste tipo serão contactadas de forma individual pela polícia, que fornecer-lhes-á o aparelho se estiverem de acordo.

Segundo os números oficiais do Ministério do Interior, 92 homicídios foram registados no país entre 1 de janeiro e 12 de maio, dos quais 28 vítimas eram mulheres.

Dessas 28 vítimas, 26 morreram no contexto familiar ou afetivo, e 15 foram assassinadas pelos seus parceiros ou ex-companheiros.

Estes números, contudo, são menores em relação ao mesmo período de 2023, quando 127 homicídios foram cometidos, dos quais 45 vítimas eram mulheres.

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