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Quenianos aliciados a lutar pela Rússia na Ucrânia

Um relatório dos serviços secretos do Quénia indica que mais de 1.000 quenianos foram aliciados para combater ao lado da Rússia na guerra contra a Ucrânia, um número muito superior aos cerca de 200 anteriormente admitidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros queniano, em novembro.

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Segundo o líder da maioria no parlamento, Kimani Ichung’wah, “agências de recrutamento clandestinas” e indivíduos no Quénia continuam a enviar cidadãos para a linha da frente. O relatório do Serviço Nacional de Informações, citado pelo The Guardian, aponta que estas redes visam sobretudo antigos militares, polícias e civis entre os 25 e os 50 anos, atraídos por promessas de salários mensais elevados (cerca de 2.000 euros), bónus significativos e eventual cidadania russa.

O documento acusa ainda estas agências de colaborarem com funcionários de vários organismos governamentais quenianos, incluindo serviços de imigração e investigação criminal, para evitar a interceção dos recrutas no aeroporto internacional de Nairobi. Alegadamente, também haverá cooperação com funcionários da embaixada russa no Quénia e da embaixada queniana em Moscovo para facilitar vistos. A embaixada da Rússia negou qualquer envolvimento, classificando as acusações como propaganda.

Devido ao reforço dos controlos no Quénia, os recrutas estarão agora a viajar através de países como o Uganda, a República Democrática do Congo e a África do Sul. Segundo o relatório, até fevereiro, 39 quenianos tinham sido hospitalizados, 30 repatriados, 28 estavam desaparecidos em combate, 89 encontravam-se na linha da frente e 35 em bases militares.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Quénia deverá deslocar-se à Rússia no próximo mês para discutir o que descreveu como recrutamento “inaceitável e clandestino”.

O fenómeno não se limita ao Quénia, a Ucrânia já indicou que mais de 1.400 pessoas de 36 países africanos estarão a combater ao lado da Rússia. Esta semana, quatro sul-africanos regressaram ao seu país após alegadamente terem sido enganados para integrar forças russas, num processo que, segundo o governo sul-africano, tem sido complexo devido ao envolvimento de contratantes privados e não de recrutamento direto pelo exército russo.

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