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“Quebrar o Silêncio” repudia suspeitas de violação que envolvem 11 bombeiros do Fundão e exige responsabilização imediata

A associação Quebrar o Silêncio, que apoia homens e rapazes vítimas de violência sexual, manifestou o seu “mais profundo repúdio” após a divulgação de que 11 bombeiros da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Fundão são considerados fortemente suspeitos da prática de dois crimes de violação e um crime de coação sexual contra um colega…

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Num comunicado, a associação exige ação imediata das autoridades e das estruturas internas da corporação. “A associação exige a responsabilização urgente dos implicados”, pode ler-se na nota.

A Quebrar o Silêncio rejeita qualquer tentativa de enquadrar o crime como ritual ou brincadeira de integração. “A violência sexual não é praxe, não é brincadeira e muito menos ritual de integração”, afirma a organização, que classifica como “ultraje à vítima” tratar atos de coerção sexual como parte de um rito iniciático.

Para a associação, este caso representa “uma perversão da noção de camaradagem e um insulto à própria missão de serviço público que se espera de bombeiros.”

“Não há motivo para suspender”, diz comandante

A indignação da organização agrava-se perante o facto de os suspeitos continuarem no ativo. Citando as palavras do comandante da corporação, José Sousa — “neste momento, não há motivo para suspender” — a Quebrar o Silêncio alerta para o impacto que esta postura tem na confiança pública.

O comunicado recorda que o abuso sexual é “uma forma de violência traumática, capaz de deixar marcas duradouras, físicas, psicológicas e sociais.” A alegada agressão, ocorrida num contexto de hierarquia, representa “uma violação extrema da confiança e da integridade da pessoa.”

Confiança na instituição “profundamente abalada”

Segundo a organização, este episódio “compromete a confiança que a sociedade deposita nos bombeiros”, figuras que deveriam representar segurança e solidariedade. “Aqueles que deveriam proteger foram acusados de abusar de poder, numa traição chocante do dever que lhes está associado.”

A nota sublinha que a imagem coletiva de uma corporação dedicada ao socorro fica “profundamente abalada” perante denúncias desta gravidade.

A Quebrar o Silêncio exige que o processo avance sem hesitações: “Que os suspeitos sejam levados a julgamento, que as vítimas recebam apoio especializado e que se desencadeie uma reflexão séria e urgente sobre a cultura interna das corporações de bombeiros.”

A associação promete continuar a lutar contra a impunidade: “Reafirmamos o nosso compromisso: continuar a defender as vítimas de violência sexual, denunciar práticas abusivas e contribuir para uma transformação institucional.”

A organização disponibiliza-se ainda para colaborar com instituições que queiram rever práticas internas e criar códigos de conduta que evitem a repetição de situações semelhantes.

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