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Banda Pussy Riot reivindica invasão de campo durante a final do Mundial

Este artigo tem mais de 7 anos

Quatro pessoas invadiram, durante breves instantes, o relvado do estádio Luzhniki em Moscovo durante a final do Campeonato do Mundo da Rússia. Na altura a França vencia a Croácia por 2-1.

As quatro pessoas entraram em campo aos 8 minutos do segundo tempo foram rapidamente controladas e retiradas por agentes de segurança. Depois disso, o jogo continuou.

Os intrusos usavam uniformes, principalmente de polícias, e em nenhum momento tentaram agredir ou abraçar os jogadores.

Minutos mais tarde, o grupo de protestos russo Pussy Riot afirmou, nas suas contas no Twitter e no Facebook, afirmaram que foram os seus membros a protagonizar a invasão.

Representavam os “agentes celestiais que vigiaram os adeptos durante o Mundial (…) e o respeito às regras do jogo”, diferentes dos “polícias terrestres” russos que “dispersam manifestações” e “magoam toda a gente”, disse o grupo Pussy Riot em comunicado.

A banda explicou que pretendia chamar a atenção para o problema dos presos políticos na Rússia, reclamando principalmente a libertação do diretor de cinema ucraniano Oleg Sentsov, de 42 anos, condenado pela Justiça russa por “terrorismo” e “tráfico de armas”.

Os membros do grupo Pussy Riot não foram encontrados quando a AFP tentou entrar em contacto.

A polícia de Moscovo, citada pela agência oficial russa Tass, anunciou que tinha prendido “três mulheres jovens e um rapaz” que tinham invadido o relvado do estádio de Luzhniki, tendo sido levados para um posto.

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