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“Provavelmente vamos encontrar-nos daqui a três semanas”. Montenegro admite segunda volta após votar em Espinho

O primeiro-ministro Luís Montenegro exerceu o direito de voto esta manhã na Escola Básica de Espinho, no distrito de Aveiro, pouco depois das 10h40. À saída, dirigiu-se aos jornalistas para comentar o encerramento de uma campanha que, nas suas palavras, foi “longa” e em que não faltaram oportunidades para os candidatos apresentarem as suas ideias.

“A campanha foi longa, não foi por falta de oportunidades que os candidatos não conseguiram afirmar as suas ideias”, afirmou o líder do Governo.

Luís Montenegro destacou a importância da Presidência da República como um “elemento chave do equilíbrio social do país, do equilíbrio político, da capacidade de entendimento” e sublinhou ainda o papel do chefe de Estado na projeção internacional de Portugal. “É uma escolha que diz muito daquilo que podem ser os próximos anos de Portugal”, afirmou.

O primeiro-ministro acrescentou que, embora o Presidente da República não seja um “condutor da política externa”, é, ainda assim, um “elemento preponderante da nossa identidade e da nossa afirmação no mundo”.

Montenegro apelou aos portugueses para que não deleguem a escolha do “mais alto magistrado da nação”. “Os portugueses não devem delegar a possibilidade de escolherem o mais alto magistrado da nação”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de segunda volta, o primeiro-ministro admitiu que é um cenário provável. “Provavelmente vamos encontrar-nos daqui a três semanas numa segunda volta”, notou.

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