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Professora julgada por assédio escolar em França após suicídio de aluna

Este artigo tem mais de 1 ano

Uma professora francesa começou a ser julgada, nesta segunda-feira, num tribunal perto de Paris por assédio de menores, depois de uma das suas alunas, Evaëlle, ter cometido suicídio em junho de 2019.

Desde março de 2022 que uma lei reconhece o “assédio escolar” como crime em França.

“Esperamos que esta professora perceba que cometeu erros com Evaëlle”, declarou a advogada da família da aluna aos jornalistas. “A escola serve para ensinar, proteger, criar cidadãos num ambiente de calma e harmonia”, disse.

Numa declaração enviada à AFP pela sua advogada, Marie Roumiantseva, a professora lembrou que não é “acusada da morte de Evaëlle”, mas que foi acusada de “supostos atos de assédio moral”, que nega.

A 21 de junho de 2019, o pai de Evaëlle encontrou a jovem enforcada na sua casa em Herblay, perto de Paris. Meses antes, a adolescente tinha tentado atear fogo à sua casa após uma separação amigável.

Durante uma sessão dedicada ao assédio escolar, a professora pediu aos alunos que comentassem o que os incomodava em Evaëlle, para que a jovem pudesse explicar-se depois. Mas a jovem começou a chorar e a professora, irritada, insistiu para que respondesse às perguntas.

Agora, a professora é acusada de ter “humilhado regularmente” a sua aluna diante da turma, de tê-la “isolado no fundo” da sala de aula e de ter “estigmatizado” a jovem “como vítima de assédio”.

Isto provocou “uma degradação muito importante nas condições de vida” de Evaëlle, que “ficou cada vez mais isolada”, segundo a juíza.

Desde 2021, a professora, de 62 anos, não pode dar aulas a menores e está obrigada a receber tratamento psicológico.

Também está a ser julgada por ter cometido assédio contra outros dois estudantes.

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