• Atualidade
  • Economia
  • Desporto
  • Vida
  • Tecnologia
  • Local
  • Opinião
Mais

Primeiro-ministro irlandês “preocupado” com aliança entre unionistas e conservadores

Este artigo tem mais de 8 anos

O primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, manifestou-se hoje “preocupado” com a perspetiva de um acordo entre o Partido Democrático Unionista (DUP) e os conservadores de Theresa May, pois poderia afetar o processo de paz na Irlanda do Norte.

Numa conversa telefónica com Theresa May, o primeiro-ministro irlandês mostrou-se “preocupado com o facto de nada dever afetar o Acordo de Sexta-feira Santa” e falou do “desafio que representaria um acordo” entre o Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte e os ‘Tories’ britânicos, disse um porta-voz de Enda Kenny em comunicado.

“Falei com a primeira-ministra May. Exprimi a minha preocupação com o facto de que nada deve pôr em causa o Acordo de Sexta-feira Santa e falei da ausência de uma voz nacionalista em Westminster”, disse um pouco depois Kenny na rede social twitter.

Enda Kenny deverá deixar o lugar de primeiro-ministro ao seu sucessor Leo Varadkar na próxima semana.

Os conservadores de Theresa May estão em negociações com o partido protestante ultraconservador DUP, depois de terem perdido a maioria absoluta no parlamento britânico nas eleições legislativas de quinta-feira à noite.

O DUP, principal força política na Irlanda do Norte, defensor da união com o Reino Unido e do ‘Brexit’, elegeu 10 deputados, os quais podem dar a maioria de que os conservadores precisam depois de terem reduzido a sua presença no Parlamento para 318 deputados nas eleições legislativas, menos oito do que precisariam para terem maioria absoluta.

O acordo de Sexta-feira Santa foi assinado a 10 de abril de 1998, entre os líderes de todos os partidos da Irlanda do Norte, os governos da República da Irlanda e do Reino Unido. Este acordo, cujos termos foram aprovados em referendo pelos irlandeses, prevêem a constituição de um governo de coabitação entre protestantes e católicos.  Os unionistas aceitaram reconhecer o direito de reivindicação da independência e os nacionalistas passaram a apoiar o desmantelamento total dos arsenais de armas.

 

Veja também

Em Destaque

Últimas