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No telefonema que fez em junho, Paetongtarn mostrava-se com uma atitude conciliadora relativamente a uma disputa fronteiriça entre os dois países e criticava um dos seus comandantes militares. A conversa foi posteriormente divulgada, o que causou humilhação política e levou o maior parceiro da coligação a abandonar o governo, deixando a governante com uma maioria muito reduzida.
De acordo com a BBC, esta é a quinta vez que o Tribunal Constitucional destitui um primeiro-ministro tailandês, todos eles ligados a administrações apoiadas pela família Shinawatra. A decisão reforça a perceção generalizada de que o tribunal tende a agir contra figuras vistas como ameaças por forças conservadoras.
Esta fuga de informação também gerou tensões diplomáticas com o Camboja, que recentemente resultaram num conflito de cinco dias na fronteira, com mais de 40 mortos.
Com a destituição de Paetongtarn, o país enfrenta agora a necessidade de escolher um novo primeiro-ministro a partir de uma lista restrita, enquanto o partido Pheu Thai tenta evitar novas eleições apesar da perda de popularidade.
Segundo a BBC, a jovem líder nunca conseguiu estabelecer autoridade real sobre o país, com muitos tailandeses a considerar que o pai, Thaksin Shinawatra, ainda tomava as principais decisões. Políticas emblemáticas do partido, como a criação de uma carteira digital para todos os adultos tailandeses e projetos de infraestruturas, ficaram estagnadas e amplamente criticadas.
A destituição marca o início da queda da dinastia Shinawatra, que durante mais de duas décadas dominou a política tailandesa e cuja popularidade poderá não recuperar tão cedo.
