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Portugueses “repõem baterias da fé” nas Jornadas Mundiais da Juventude

Este artigo tem mais de 7 anos

É com “coração cheio” que a portuguesa Sónia Costa, de 31 anos, contabilista de profissão, fala das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que hoje prosseguem na Cidade do Panamá, de onde vai levar um “reforço de fé”.

“É uma semana em que ‘encontro’ o outro, de paragem, de partilha e de reforço da fé”, conta à agência Lusa a peregrina, da Diocese do Porto, repetente nas JMJ, depois de em 2016 ter estado em Cracóvia, na Polónia.

Das jornadas, consideradas o maior evento organizado pela Igreja Católica, Sónia Costa garante que vai levar “um reforço de fé para o dia a dia”, além, “de um coração cheio”.

Rita Rito, do distrito da Guarda, acrescenta à lista outras mais-valias da presença nas JMJ.

Também repetente nas JMJ, a jovem de 23 anos, gestora de projetos, destaca que as jornadas permitem “perceber que se vive em comunidade e que se está realmente pronto a viver assim”.

“Acaba por ser fundamental o convívio e as relações com os outros”, adianta, para acrescentar que é igualmente importante “o testemunho que se vive aqui de Cristo e que se possa passar aos outros”

Para a Guarda, tem a certeza de que regressa com “muito cansaço, muita alegria e um coração cheio que transborda”.

Para o advogado José Luís Guerra, de 29 anos, a presença nas jornadas “é sempre um momento importante na vida de qualquer jovem, que recebe uma mensagem forte do papa e de poder realmente experimentar a fé”.

De Elvas, distrito de Portalegre, José Luís Guerra, de 29 anos, salienta a importância da fé.

“Acima de tudo ajuda a aceitar os acontecimentos que Deus envia à nossa vida, é mais fácil aceitá-los e encontrar sentido para os desânimos e o sofrimento”, afirma o jovem, que teve em Cracóvia o seu primeiro encontro com as JMJ e o papa Francisco, que “revisitou” em Fátima, em 2017, na única deslocação que aquele fez a Portugal.

Para José Luís Guerra, que integra o movimento Caminho Neocatecumenal, a fé ajuda “nas coisas boas e nos momentos mais difíceis”.

“As JMJ são um repor de baterias da fé”, realça.

Já Francisco Sousa, de 15 anos, de Moura, distrito de Beja, justifica a presença na JMJ com o facto de ter “nascido no Caminho Neocatecumenal”.

“Achei que era uma boa experiência para a minha vida”, afirma o adolescente, a frequentar o 10.º ano, para quem “o facto de ter fé é mais fácil para o dia a dia”.

Menos jovem, Lídia Lourenço, de 53 anos, trouxe para a Cidade do Panamá o currículo de dez JMJ, tendo começado em 1989 em Santiago de Compostela, Espanha.

A trabalhar com deficientes em Mafra, distrito de Lisboa, a peregrina contou que “o que se leva das JMJ é muito mais do que se consegue mostrar e nunca é só para um momento”.

Cerca de 300 portugueses estão a participar nas JMJ que terminam no domingo na Cidade do Panamá, para as quais se inscreveram mais de 100 mil pessoas de cerca de 150 países.

Esta é a quinta vez que as JMJ decorrem no continente americano, depois de Buenos Aires (Argentina, 1987), de onde é natural o papa Francisco, de Denver (Estados Unidos da América, 1993), Toronto (Canadá, 2002) e Rio de Janeiro (Brasil, 2013).

As JMJ no Rio de Janeiro foram as primeiras presididas por Francisco, coincidindo, também, com a sua primeira viagem apostólica ao estrangeiro.

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