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“Portugal não o esquece. Portugal nunca o esquecerá”, recorda Marcelo Rebelo de Sousa. Acompanhe aqui as reações à morte de Francisco Pinto Balsemão

Francisco José Pereira Pinto Balsemão nasceu a 1 de setembro de 1937, na Casa de Saúde das Amoreiras, e foi registado na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa. Morreu hoje, aos 88 anos. Foi ministro, primeiro-ministro, fundou a SIC e o Expresso.

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Partido Social Democrata (PSD)

Em nota enviada às redações, o PSD reagiu à morte do seu fundador.

“O Partido Social Democrata manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Francisco Pinto Balsemão, militante n.º 1, fundador do PPD/PSD e uma das figuras maiores da democracia portuguesa. Nascido em 1 de setembro de 1937, em Lisboa, Francisco Pinto Balsemão dedicou a sua vida ao serviço público, à liberdade e à construção da democracia”.
“Fundou o semanário “Expresso” em 1973, enfrentando a censura e defendendo sem hesitações a liberdade de imprensa. Em 6 de maio de 1974, ao lado de Francisco Sá Carneiro e Joaquim Magalhães Mota, fundou o Partido Popular Democrata (PPD). Foi deputado e vice-presidente da Assembleia Constituinte (1975-1976), deputado à Assembleia da República e Ministro de Estado Adjunto no VI Governo Constitucional. Após a tragédia de Camarate, foi eleito presidente do PSD e, a 9 de janeiro de 1981, tomou posse como Primeiro-Ministro de Portugal, liderando o VII e VIII Governos Constitucionais, pode-se ler.
“Conduziu uma agenda reformista e ficará para sempre associado à revisão constitucional de 1982, decisiva para o reforço do regime democrático, e à conclusão das negociações para a adesão de Portugal à CEE. Exerceu a presidência do PSD entre 1980 e 1983, com reconhecido sentido de responsabilidade e lealdade ao legado de Sá Carneiro. Mesmo após deixar funções executivas, permaneceu sempre presente na vida do partido, tendo presidido às comemorações dos “40 anos de Democracia, 40 anos de PSD” e tendo sido Presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro”.
Francisco Pinto Balsemão parte hoje como sempre quis ser recordado: homem de princípios, de coragem e de palavra. À sua família e amigos, o PSD expressa a mais sentida solidariedade e gratidão. Que descanse em paz”, termina a nota.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República

“Portugal perdeu, hoje, uma das personalidades mais marcantes dos últimos sessenta anos. Na política, na sociedade, na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa”.

“Na política, Deputado da Ala Liberal, e, nela, coautor dos projetos de revisão constitucional, lei de imprensa, lei de reunião e associação e lei de liberdade religiosas, para mudar o Portugal do final de sessenta e início de setenta”.

“Depois do 25 de Abril, fundador do PPD, hoje PSD, Vice-Presidente da Assembleia Constituinte, Parlamentar, Governante, Presidente do Partido e Primeiro-Ministro, durante a revisão constitucional que pôs termo ao Conselho da Revolução, com a transição para a Democracia plena, longevidade, Conselheiro de Estado”.

“Desde os anos 70 do século passado até ao novo século, dos políticos portugueses com efetiva projeção externa, em particular na Europa e nos EUA”.

“Na sociedade, integrando ou liderando causas, movimentos de opinião e instituições europeístas, euroafricanas e latino-americanas e transatlânticas”.

“Na afirmação da liberdade de expressão e de imprensa, militando contra a censura e o exame prévio, fundando o Expresso antes do 25 de Abril, criando um novo grande grupo de comunicação social, elaborando a primeira lei de imprensa democrática, integrando o Conselho de Imprensa, lançando a SIC, revolucionando o que era a informação no final da ditadura e no início da Democracia”.

“Visionário, pioneiro, criativo, determinado, batalhador, democrata, social-democrata, europeísta e atlantista, esteve em quase todos os combates de meados dos anos sessenta até hoje”.

“Portugal não o esquece.
Portugal nunca o esquecerá”.

Luís Montenegro, Primeiro-ministro e Presidente do PSD

“Francisco Pinto Balsemão, e Francisco Sá Carneiro, estruturaram a sua matriz ideológica e dos seus valores que ainda hoje nos inspiram e alimentam”, referiu Luís Montenegro aos jornalistas após saber da morte do fundador do PSD.

“Nós fomos sempre inspirados nesse acto fundador, é uma notícia muito triste de alguém muito próximo e muito presente. Sempre com uma palavra de estimo, análise, apreciação, em todos os momentos de reflexão, em todos os atos eleitorais”, recordou o atual primeiro-ministro.

“Um democrata, fundador da nossa democracia, alguém que representou Portugal, com a missão de ser PM. Amanhã temos uma reunião de Conselho de Ministros e pretendemos decretar luto nacional no dia em que se vão realizar as cerimónias fúnebres”, explicou Montenegro.

Miguel Sousa Tavares

Em declarações à SIC, Miguel Sousa Tavares, que trabalhou no canal de televisão e é também colunista do Expresso diz que Francisco Pinto Balsemão mudou muita coisa no país. Foi uma das pessoas que fez a transição para a democracia. “Foi um dos fundadores do regime democrático”.

“Aquilo que acho que mais importante dizer é que foi o melhor patrão que tive até hoje. Não apenas no jornalismo, mas em tudo o resto”. Sublinha que dava grande confiança a toda a gente que trabalhou com ele que sabia que em primeiro lugar estava o jornalismo. “Não queria ter o grupo Impresa para ser Presidente da República, para controlar o que quer que fosse. Não. O que o movia era a paixão pelo jornalismo”.

Cavaco Silva, antigo primeiro-ministro e Presidente da República

Em nota, Aníbal Cavaco Silva escreve que foi com “profundo pesar que recebi a notícia da morte do Dr. Francisco Pinto Balsemão, fundador do Partido Social Democrata e antigo Primeiro-Ministro, mas também um empresário fundamental para a liberdade de imprensa no nosso País, enquanto fundador do Expresso e da SIC.”

O antigo Presidente recorda que “a 25 de Abril de 2011, enquanto Presidente da República, condecorei o Dr. Francisco Pinto Balsemão com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Entendi então que era a expressão máxima de gratidão pelo seu contributo para a Liberdade e a Democracia no nosso país.”

Cavaco Silva destaca ainda Balsemão como um “pioneiro na comunicação social livre, mesmo antes de a Liberdade vingar, Pinto Balsemão mostrou ousadia perante o antigo regime. A fundação do então Partido Popular Democrático a 6 de Maio de 1974, ao lado de Sá Carneiro e de Magalhães Mota, permanecerá como um legado para a história da nossa Democracia. Do seu exercício como Primeiro-Ministro e líder do PSD destacaria o seu empenho na revisão constitucional de 1982 e nas negociações para a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia.”

“Nesta hora de tristeza, envio à sua família, em meu nome e no da minha Mulher, as mais sinceras condolências e curvo-me perante a sua memória”, conclui.

Luís Marques Mendes, antigo presidente do PSD e atual candidato à presidência da República

Luís Marques Mendes, atual candidato à presidência da República, recordou Francisco Pinto Balsemão na antena da CNN Portugal, que apoiava a candidatura do mesmo, como “um exemplo incontornável, será sempre uma referência em termos de democracia, será sempre uma referência nacional em relação à liberdade da imprensa”.

“A última vez que falámos, por telefone, foi uns dias antes da comissão política da minha candidatura, mas fez questão de mandar uma mensagem, já que não podia estar presente. Foi o último momento em que falámos”, recordou Marques Mendes.

Pedro Santana Lopes, antigo presidente do PSD, antigo primeiro-ministro e atual presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz

Pedro Santana Lopes recebeu a notícia da morte de Balsemão “com muita tristeza e muito pesar. É um homem da liberdade, lutou por ela antes do 25 de abril”.

“Conseguiu a coisa extraordinária de ser primeiro-ministro e ter um jornal que semanalmente o criticava”, recorda no canal Now, sublinhando que Balsemão “foi sempre inalterável na sua postura de respeito pela liberdade de imprensa e separar o que era tão difícil de separar”.

“Talvez não tenha conhecido ninguém que tivesse esse fairplay e respeito democrático e pela liberdade de imprensa que Balsemão teve no exercício das suas funções”, diz, recordando “fleuma nessa matéria” do fundador do Expresso.

“Foi com ele como primeiro-ministro que se democratizou o país”, lembra ainda Santana que tal como outras figura já assinalaram esta noite também fala na revisão constitucional de 1982 que acabou com o Conselho da Revolução.

Rui Rio, antigo presidente do PSD e antigo presidente da Câmara Municipal do Porto

“Foi um social-democrata genuíno até ao fim dos seus dias”, diz Rui Rio
O antigo presidente do PSD Rui Rio recorda um “social-democrata genuíno até ao fim dos seus dias”. Sobre Francisco Pinto Balsemão diz que “era a melhor pessoa que em Portugal podia responder à pergunta o que é um social-democrata”.

Em declarações à CNN Portugal, Rio diz que Balsemão foi “uma das grandes figuras da democracia e nem sequer é da democracia do pós-25 de abril, porque nos momentos de luta pela democracia antes do 25 de abril deu a cara pela liberdade e pela democracia”.

Também destaca o papel de Balsemão na comunicação social, na fundação do Expresso ainda antes do 25 de abril. “não é fácil surgir um outro Francisco Pinto Balsemão nas próximas décadas”, diz mesmo Rui Rio sobre a partida do fundador do PPD.

Alberta Marques Fernandes, jornalista. O ‘primeiro rosto’ da SIC

A jornalista Alberta Marques Fernandes, atualmente na RTP, e que comandou a primeira emissão da SIC reagiu nas redes sociais à morte de Francisco Pinto balsemão

“Morreu Pinto Balsemão. Um homem com visão que fundou o Expresso e a SIC. Educadíssimo, sempre me tratou com respeito. A escolha de Emídio Rangel fez o enorme sucesso na SIC”.

Clara de Sousa, jornalista SIC

A jornalista Clara de Sousa, pivô na SIC, partilhou uma homenagem a Francisco Pinto Balsemão, junto de uma fotografia ao lado do fundador do Grupo Impresa no palco dos Globos de Ouro, gala que apresenta há cinco anos.

“Tantos momentos partilhados. Tanta liberdade para pensar e para questionar. Hoje não vou usar de muitas palavras. Fica apenas a gratidão. Pelo exemplo. Pela coragem. Por ter feito da liberdade um princípio e por ter fundado esta casa onde nunca deixámos de ser livres. Foi muito mais do que o nosso ‘patrão’. Foi um homem que mudou o país e as nossas vidas. Obrigada”.

PSD

O Partido Social Democrata (PSD) manifestou esta quarta-feira o seu “profundo pesar” pela morte de Francisco Pinto Balsemão, fundador do PPD/PSD, militante n.º 1 e “uma das figuras maiores da democracia portuguesa”.

Em nota de pesar, o partido recorda Balsemão, nascido em 1 de setembro de 1937, em Lisboa, como um “homem de princípios, de coragem e de palavra”, que dedicou a sua vida “ao serviço público, à liberdade e à construção da democracia”.

O PSD destaca o percurso do fundador do Expresso, criado em 1973 “enfrentando a censura e defendendo sem hesitações a liberdade de imprensa”, e recorda o papel central que teve na fundação do Partido Popular Democrata, a 6 de maio de 1974, ao lado de Francisco Sá Carneiro e Joaquim Magalhães Mota.

Deputado e vice-presidente da Assembleia Constituinte, Balsemão foi também Ministro de Estado Adjunto e assumiu a liderança do PSD após a morte de Sá Carneiro, tornando-se primeiro-ministro a 9 de janeiro de 1981. Ficou associado à revisão constitucional de 1982, que reforçou o regime democrático, e à conclusão das negociações de adesão de Portugal à CEE.

Entre 1980 e 1983, presidiu ao PSD “com reconhecido sentido de responsabilidade e lealdade ao legado de Sá Carneiro”. Mesmo depois de deixar funções executivas, manteve-se ligado à vida do partido, tendo presidido às comemorações dos “40 anos de Democracia, 40 anos de PSD” e ao Instituto Francisco Sá Carneiro.

“Francisco Pinto Balsemão parte hoje como sempre quis ser recordado: homem de princípios, de coragem e de palavra”, lê-se na nota. O PSD expressa ainda “a mais sentida solidariedade e gratidão” à família e aos amigos do antigo líder.

“Que descanse em paz.”

António José Seguro

António José Seguro, expressou esta quarta-feira profundo pesar pela morte de Francisco Pinto Balsemão, fundador do PSD e antigo primeiro-ministro.

“Foi com profunda tristeza que recebi a notícia do falecimento de Francisco Pinto Balsemão”, afirmou Seguro, sublinhando tratar-se de um “homem de convicções democráticas firmes” que teve “um papel destacado na história política portuguesa, em particular no período conturbado da consolidação da nossa democracia”.

Na nota de pesar, António José Seguro destacou o percurso de Balsemão como “Primeiro-Ministro, fundador e dirigente do Partido Social Democrata, jornalista e empresário de comunicação social”, realçando o seu “forte sentido de compromisso com a liberdade e com a democracia”.

O socialista sublinhou ainda que a dedicação de Balsemão “à causa democrática e o contributo que deu para o pluralismo político e mediático em Portugal são legados que ficarão na memória coletiva do nosso país”.

António José Seguro apresentou “as mais sentidas condolências” à família, amigos, colaboradores e ao Partido Social Democrata.

Gouveia e Melo

Henrique Gouveia e Melo, lamentou esta quarta-feira a morte de Francisco Pinto Balsemão, sublinhando o seu contributo para a política, o jornalismo e a sociedade portuguesa.

“Conheci o Dr. Pinto Balsemão, pessoalmente, no fim da pandemia. Recordo as conversas muito interessantes que mantivemos desde então”, escreveu Gouveia e Melo, destacando que Balsemão “deixa uma das maiores referências nacionais da política, do jornalismo e da sociedade”.

O almirante afirmou ainda que o legado do antigo primeiro-ministro “ficará para sempre na memória dos portugueses”.

Na mensagem, Gouveia e Melo apresentou “sinceros sentimentos à família, em particular aos filhos, netos e mulher, e a todos os amigos”, estendendo também os pêsames “ao Partido Social Democrata, partido do qual foi fundador e militante”.

André Ventura

O presidente do Chega, André Ventura, também reagiu à morte de Francisco Pinto Balsemão.

“Tendo tomado conhecimento da morte de Francisco Pinto Balsemão, queria enviar um abraço solidário à família e aos amigos, reconhecendo também o legado marcante que deixou no nosso país e na construção de novas formas de comunicar em democracia”, escreveu na rede social X.

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