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Poluição aumenta vulnerabilidade dos GPS e satélites

As alterações climáticas vão aumentar os riscos para satélites durante tempestades geomagnéticas, já que a acumulação de dióxido de carbono tornará a atmosfera superior menos densa, mas os eventos solares provocarão aumentos de densidade muito mais bruscos do que hoje.

Um novo estudo publicado na revista Geophysical Research Letters alerta que as alterações climáticas poderão agravar os riscos que os satélites enfrentam durante tempestades geomagnéticas desencadeadas pelo Sol. A acumulação de dióxido de carbono na atmosfera superior está a torná-la menos densa, mas durante estas tempestades solares ocorre o efeito contrário: a densidade do ar aumenta rapidamente. Esta variação acentuada poderá dificultar a manutenção da velocidade e altitude dos satélites, encurtando o seu tempo de vida útil.

As simulações realizadas com supercomputadores mostram que, até ao final do século, a atmosfera superior poderá ser entre 20% e 50% menos densa em períodos normais, mas durante uma tempestade geomagnética semelhante à registada em maio de 2024, o aumento da densidade poderá triplicar, em vez de apenas duplicar, como acontece atualmente.

Segundo o autor principal, Nicholas Pedatella, do National Center for Atmospheric Research, à CNN, esta realidade obriga a indústria aeroespacial a repensar o design dos satélites, uma vez que os cálculos históricos deixarão de ser fiáveis. Embora uma atmosfera menos densa possa prolongar a vida de alguns satélites ao reduzir o atrito, também contribuirá para acumular mais lixo espacial em órbita terrestre baixa.

O estudo reforça que, numa sociedade cada vez mais dependente de satélites para comunicações, navegação, internet e aplicações militares, as alterações climáticas terão impactos diretos não apenas na Terra, mas também no espaço.

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