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Política americana leva ouro a máximos históricos. Continua a ser um bom investimento?

Os preços do ouro subiram mais de 2%, aproximando-se dos 5.100 dólares por onça, acumulando já uma valorização superior a 17% em 2026. A prata destaca-se ainda mais, com uma subida de cerca de 51% apenas no último mês. Esta forte reação dos mercados está ligada ao aumento do risco político e institucional nos Estados…

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A corretora de investimentos xtb explica que um dos principais fatores que justificam esta escalada é a elevada probabilidade de um novo shutdown do governo norte-americano, estimada em cerca de 80% pela plataforma Polymarket, depois de os Democratas no Senado ameaçarem bloquear um projeto de lei orçamental caso o financiamento ao Departamento de Segurança Interna não seja retirado. A tensão política agravou-se após o homicídio de uma enfermeira no Minnesota por um agente da Patrulha Fronteiriça, reacendendo críticas a alegados abusos de poder.

Em simultâneo, o Presidente Donald Trump continua a pressionar para cortes significativos nas taxas de juro, defendendo uma descida dos atuais 3,5% para 1%. Esta posição é reforçada por declarações de Rick Rieder, da BlackRock, apontado como possível futuro presidente da Fed — que tem adotado um discurso claramente acomodatício, sugerindo que cortes nas taxas podem até ajudar a conter a inflação.

Este ambiente de polarização política, incerteza institucional e crescimento acelerado da dívida pública dos EUA, já próxima dos 39 biliões de dólares, tem enfraquecido o dólar e levado os investidores a procurar ativos de refúgio. Como resultado, o ouro tem beneficiado de uma forte rotação de capital, enquanto o índice do dólar cai para valores abaixo dos 97 pontos.

A valorização do metal reflete não só o contexto macroeconómico adverso, mas também a perda de poder de compra das moedas fiduciárias, num cenário ainda marcado por tensões geopolíticas crescentes.

O ouro é tradicionalmente visto como uma proteção contra a inflação e como um ativo de refúgio em períodos de crise económica, instabilidade política ou turbulência nos mercados financeiros. Além disso, pode desempenhar um papel importante na diversificação de uma carteira de investimentos, ajudando a compensar perdas noutros ativos, como ações ou fundos, especialmente em fases de queda das bolsas. Embora não haja garantias, há também quem defenda que, se a tendência de valorização se mantiver, comprar agora poderá ainda revelar-se vantajoso no longo prazo.

Por outro lado, o ouro, como qualquer outro ativo, tem ciclos e pode sofrer correções significativas depois de atingir máximos. Acresce que não gera rendimento, ao contrário das ações ou obrigações, e investir demasiado neste metal pode implicar a perda de oportunidades de valorização noutros mercados.

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