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Polícia britânica mantém buscas após detenção e libertação de Andrew Mountbatten-Windsor

Antigo príncipe foi detido por suspeitas de conduta imprópria em cargo público e entretanto libertado sob investigação. Caso está ligado à divulgação de ficheiros associados a Jeffrey Epstein.

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Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei britânico, foi libertado sob investigação depois de ter sido detido por suspeitas de conduta imprópria em cargo público. A operação policial incluiu buscas a propriedades associadas ao antigo príncipe, nomeadamente o Royal Lodge, no condado de Berkshire, onde as diligências continuam, diz o The Guardian.

Enquanto as buscas prosseguem no Royal Lodge, imagens mostram veículos descaracterizados e agentes uniformizados à entrada da propriedade. Até ao momento, não foram apresentadas acusações formais contra Andrew Mountbatten-Windsor, e a polícia indicou que não fará novos comentários para já.

Andrew Mountbatten-Windsor, de 66 anos, foi detido na manhã de quinta-feira, pelas 08h00, na propriedade de Wood Farm, situada na herdade real de Sandringham, em Norfolk. A Thames Valley Police confirmou pouco depois que um homem na casa dos 60 anos tinha sido detido e colocado sob custódia, estando a ser realizadas buscas em moradas nos condados de Norfolk e Berkshire.

Mais tarde, pelas 19h00, Andrew foi fotografado a abandonar a esquadra de Aylsham, em Norfolk, no banco traseiro de um veículo. Cerca de meia hora depois, a polícia anunciou que o detido tinha sido libertado sob investigação e que as buscas em Norfolk estavam concluídas, mantendo-se, contudo, as operações em Berkshire.

A detenção surge na sequência da divulgação recente de documentos relacionados com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. De acordo com o que foi tornado público pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, entre os ficheiros constam mensagens de correio eletrónico que aparentam mostrar Andrew a encaminhar documentos governamentais sensíveis e informação comercial a Epstein, quando exercia funções como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011. O antigo príncipe tem negado reiteradamente qualquer irregularidade.

A polícia não identificou formalmente Andrew pelo nome, em linha com as orientações do Colégio de Policiamento do Reino Unido, que desde 2013 recomenda que as forças não revelem a identidade de detidos ou suspeitos, exceto em circunstâncias excecionais. Após uma detenção, o processo é considerado “ativo” ao abrigo da legislação sobre desacato ao tribunal, destinada a evitar declarações públicas que possam prejudicar eventuais procedimentos judiciais futuros.

As autoridades esclareceram ainda que, embora nem o rei nem o Palácio de Buckingham tenham sido informados previamente da detenção, o Ministério da Administração Interna britânico foi alertado cerca de 30 minutos antes da operação. A National Police Chiefs’ Council afirmou ter seguido a prática habitual ao comunicar o caso a colegas operacionais no ministério.

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