De acordo com documentos judiciais consultados pelo Expresso, o suspeito foi intercetado numa escuta telefónica em março de 2021, onde combinava um encontro num hotel em Cascais, depois de um interlocutor lhe garantir que tinha em casa dois cheques de 270 mil euros. O encontro foi vigiado pelas autoridades.
As suspeitas sobre o alegado grão-mestre remontam a 2019, quando um banco português comunicou à Unidade de Informação Financeira da PJ a tentativa de abertura de conta por uma empresa sua.
Mais tarde, autoridades bancárias alemãs alertaram para o depósito fraudulento de um cheque de 270 mil euros numa agência portuguesa, feito por uma cúmplice que, segundo a PJ, atuaria como “testa-de-ferro” em várias empresas ligadas ao suspeito.
A investigação aponta também para a utilização de documentos falsos, incluindo cartas de condução britânicas. O homem, que tem morada na Madeira, não compareceu aos interrogatórios e é agora procurado pelas autoridades, que acreditam que resida em Madrid.
Membros da maçonaria ouvidos pelo Expresso descrevem-no como “um pouco excêntrico” e “nada discreto”, tendo gerado má perceção no meio maçónico ao recrutar de forma ostensiva e romper com uma loja de maior dimensão para criar o seu próprio grupo.
Nas redes sociais, partilhava vídeos de autoajuda e vendia t-shirts com símbolos maçónicos.
