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Segundo o The Guardian, Peter Mandelson foi libertado sob fiança após ter sido detido por suspeitas de má conduta em cargo público, no âmbito da sua relação com Jeffrey Epstein. A investigação incide sobre alegações de que o antigo ministro trabalhista terá partilhado informação sensível quando exercia funções governativas.
Mandelson, antigo embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, regressou a casa, em Londres, cerca das duas da manhã desta terça-feira, depois de ter sido interrogado. Num comunicado, a Metropolitan Police confirmou que o suspeito foi libertado sob fiança enquanto prosseguem as diligências.
Na tarde de segunda-feira, o ex-governante foi conduzido para interrogatório numa viatura policial descaracterizada, após ter sido escoltado da sua residência, no norte de Londres, por agentes à paisana. A polícia metropolitana investiga alegações de que Mandelson terá divulgado emails de Downing Street e informação sensível para os mercados financeiros a Epstein. O antigo ministro nega qualquer irregularidade.
A detenção ocorre poucos dias antes de uma eleição intercalar crucial em Gorton e Denton, na Grande Manchester, e representa um momento politicamente delicado para o primeiro-ministro, Keir Starmer. Críticos têm apontado a nomeação de Mandelson para Washington como uma das decisões mais controversas do seu mandato. Starmer pediu desculpa às vítimas de Epstein por ter escolhido o antigo dirigente trabalhista, afirmando que este não foi transparente quanto à extensão da sua relação com o Epstein e que foi afastado quando tal se tornou público.
Ainda assim, a decisão provocou forte descontentamento entre deputados do próprio partido, colocando em causa a autoridade interna de Starmer e culminando na saída do seu chefe de gabinete, Morgan McSweeney.
A detenção de Mandelson surge dias depois de Andrew Mountbatten-Windsor se ter tornado o primeiro membro da família real britânica, em tempos modernos, a ser colocado sob custódia policial. Emails divulgados parecem indicar que o antigo príncipe partilhou informação confidencial com Epstein enquanto exercia funções como enviado comercial britânico. A investigação a Mountbatten-Windsor está a cargo da Thames Valley Police, que confirmou buscas prolongadas a propriedades associadas ao visado.
Entretanto, Downing Street foi obrigada a disponibilizar documentos relacionados com a nomeação de Mandelson como embaixador nos Estados Unidos, em dezembro de 2024, à comissão parlamentar de informações e segurança, com o objetivo de assegurar transparência quanto ao processo de verificação e ao conhecimento do Governo sobre a sua ligação a Epstein.
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