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Parlamento britânico acusa Facebook de conceder dados dos seus utilizadores a empresas como a Netflix

Este artigo tem mais de 7 anos

O Parlamento britânico acusou nesta quarta-feira a rede social Facebook de dar a empresas como Netflix , Lyft e Airbnb o acesso preferencial aos dados dos seus utilizadores, inclusive depois de ter tornado mais rígidas suas normas de privacidade em 2014-2015.

O Comité do Digital, Media e Desporto do Parlamento britânico publicou mais de 200 páginas de e-mails internos do Facebook, que obteve enquanto investigava a forma como a empresa foi utilizada para influenciar os resultados eleitorais em vários países.

Estes e-mails surgiram num processo contra o Facebook na Califórnia, movido pela agora extinta empresa programadora de aplicações Six4Three.

Segundo o presidente do comité, Damian Collins, estes contactos entre o Facebook e a Six4Three não deixam claro se os utilizadores sabiam que ambas as empresas estavam a usar as suas listas de amigos e outras informações privadas.

“O Facebook realizou claramente acordos com certas empresas, o que significa que depois das mudanças na plataforma em 2014-2015 mantiveram o acesso completo aos dados dos amigos”, escreveu Collins.

“A ideia de vincular o acesso aos dados ao valor financeiro da relação entre os programadores e o Facebook aparece como um recurso recorrente nesses documentos”, acrescentou.

O Facebook disse num comunicado transmitido à AFP, que os e-mails da Six4Tree “são apenas parte da história e são apresentados de forma muito enganosa fora de contexto”.

O gigante das redes social dos EUA lançou uma campanha pública em 2014 para acalmar as preocupações dos utilizadores depois das revelações dos seus dados.

Contudo, estes e-mails sugerem que o Facebook seguiu uma política de vender informações para um grupo seleto de grandes programadores de aplicações e empresas, mesmo depois de serem implementadas as mudanças na plataforma em 2015

O diretor de plataformas e programas do Facebook, Konstantinos Papamiltiadis, disse à AFP na semana passada que a empresa “nunca vendeu dados de ninguém”.

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