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Na Penha de França, as cadeiras retiradas durante a pandemia nunca mais voltaram. Marta e Francisco devolveram-nas pelo “direito a sentar”

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Em plena pandemia da COVID-19, na Penha de França, foram retiradas as mesas e cadeiras da Praça Paiva Couceiro. Uma medida para evitar aglomerações. Três anos depois, as cadeiras e mesas retiradas não foram totalmente repostas. Face à situação, dois jovens decidiram repor os assentos em falta, com cadeiras recolhidas na rua, no lixo ou…

Na quarta-feira de manhã, dois jovens voltaram a colocar cadeiras na Praça Paiva Couceiro, na Penha de França. O feito durou apenas essa manhã. À tarde, a Junta e a PSP retiraram as cadeira colocadas e deixaram as 16 cadeiras e quatro mesas que lá se encontram.

A justificação para a retirada das cadeiras e mesas, em 2020, foi a de que seria para evitar aglomerações. Uma justificação aceite pela maioria da população, mas que, três anos depois, essas cadeiras e mesas não foram repostas totalmente. Apenas a esplanada, onde o consumo é obrigatório para ali sentar, serve de ‘poiso’.

Numa página do Instagram criada para esta iniciativa, Marta e Francisco diziam estar a “exigir que nos devolvam o que nos tiraram”, e convidavam a população a usufruir das novas cadeiras da Praça Paiva Couceiro, colocadas nos espaços ocupados pelas anteriores.

“Senta-te aqui. Temos o direito a sentar. A sentar em espaços que não sejam de consumo. Queremos sentar-nos para conversar, descansar, jogar, comer, ler. Usamos o espaço público como um espaço de passagem quando também é um espaço de estar. A cidade está desenhada para maximizar o rendimento e a mobilidade. Um banco pode mudar isto. Os bancos públicos são um objeto estrutural à cidade. Mantêm comunidades”.

Os assentos improvisados estiveram na Praça durante toda a manhã de quarta-feira, mas foram retirados perto da hora de almoço pela equipa de limpeza da Junta da Penha de França, acompanhada por agentes da PSP, por terem sido colocadas sem autorização.

Segundo a Mensagem de Lisboa, a Junta explicou que o reforço do espaço público é um dos seus objectivos, que repôs uma parte das cadeiras e que propôs, em Dezembro de 2021, uma nova distribuição do restante mobiliário urbano à Câmara de Lisboa, aguardando desta um parecer positivo para proceder à instalação.

 

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