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Num documento dirigido a decisores políticos, a OPP sublinha que a solidão não afeta apenas a saúde e o bem-estar individual, mas também tem impactos económicos e sociais significativos. A solidão aumenta a perda de produtividade, eleva custos em saúde e fragiliza a coesão social.
Segundo dados apresentados, um em cada dez portugueses admite sentir-se sozinho a maior parte do tempo. A solidão aumenta o risco de mortalidade em 14%, está associada a doenças físicas como diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares, e tem um efeito equivalente a fumar 15 cigarros por dia. No plano da saúde mental, está ligada a depressão, ansiedade, ideação suicida e outros distúrbios psicológicos, e pode elevar o risco de demência em 31%.
O impacto económico também é significativo. Estudos internacionais indicam que a solidão custou 14 mil milhões de euros à economia espanhola em 2021, cerca de 6 mil milhões de euros adicionais por ano nos EUA devido ao isolamento de idosos, e aproximadamente 3 mil milhões de euros às empresas do Reino Unido. Globalmente, estima-se que os custos variem entre 2 e 25 mil milhões de euros, sobretudo devido a despesas em saúde e perda de produtividade.
Para a OPP, no entanto, existem soluções custo-eficazes: cada euro investido em intervenções para combater a solidão pode retornar entre 2€ e 14€. A Ordem defende uma abordagem integrada que envolva áreas como saúde, educação, trabalho, urbanismo e políticas públicas, reforçando a coesão das comunidades e o papel dos psicólogos.
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