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ONU investiga uso de arma sónica contra manifestantes na Sérvia

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O escritório da ONU em Belgrado recebeu esta terça-feira (8) um pedido de investigação internacional sobre o suposto uso de uma arma acústica pela polícia numa manifestação. A requisição tem 600 mil assinaturas e foi organizada pelo movimento Kreni-Promeni, uma comunidade independente que luta pela justiça ambiental e diretos humanos.

A 15 de março, centenas de milhares de pessoas protestavam contra a corrupção e a favor do Estado de Direito em Belgrado quando parte da multidão entrou em pânico por um barulho desconhecido.

Alguns manifestantes relataram um ruído semelhante ao de um avião prestes a cair, e outros, o disseram que parecia ser um carro a atropelar pessoas.

O governo sérvio inicialmente negou possuir uma arma sonora, mas fotos publicadas no dia seguinte à manifestação, que mostram uma viatura policial com o que parecia ser um dispositivo sónico LRAD 450, obrigou-o a mudar de posição.

O ministro do Interior sérvio, Ivica Dacic, confirmou que a polícia tem esse dispositivo, mas negou que tenha sido utilizado.

O que se passa em Belgrado?

As ruas de Belgrado, capital da Sérvia, foram invadidas para uma grande manifestação contra a corrupção, depois da queda de uma cobertura de betão que causou a morte de 15 pessoas. Os protestos decorrem há vários meses, organizados por civis e estudantes.

Milhares de manifestantes mantiveram-se em silêncio em homenagem das vítimas do colapso de um toldo de betão numa estação de comboios recentemente construída. A revolta é também contra o presidente do país, Aleksandar Vučić, e o seu regime autoritário.

A Sérvia tem lutado contra o fraco estado de direito desde então, contra a corrupção endémica, a interferência política, eleições fraudulentas e severas restrições à imprensa independente. Os estudantes, uniram-se e em uníssono organizaram um dos maiores protestos estudantis da Europa.

Agitando bandeiras e cantando frases de ordem, os sérvios entupiram o centro da capital, apesar do tempo chuvoso. Com a dimensão da multidão, muitas pessoas não se conseguiam mover, ficando presas a centenas de metros do local planeado para o protesto.

A violência policial tem sido uma das principais criticas dos manifestantes.

*Com AFP

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