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#OneLess. Norte-americano destrói arma que tinha há trinta anos para que ninguém morra diante dela

Este artigo tem mais de 8 anos

“Uma arma a menos”. É essa a mensagem final de Scott Pappalardo, que decidiu destruir a arma semi-automática de que era dono. O gesto, sabe, não vai acabar com os incidentes com armas nos Estados Unidos. Mas, pelo menos, ninguém vai morrer diante do cano daquela arma. Nem de outras, já que, entretanto, outros lhe…

Um norte-americano serrou a arma a meio em reação ao tiroteio numa escola da Florida, que fez 17 vítimas mortais, na semana passada. Scott Pappalardo destruiu a AR-15, igual às usadas em muitos dos tiroteios mortais nos Estados Unidos, como este numa escola secundária. A AR-15 é uma variante civil de uma arma do exército norte-americano. Há dez milhões de civis dos Estados Unidos que têm uma arma deste género.

Nas redes sociais, Pappalardo, que se confessa um entusiasta pelas armas, publicou um vídeo a explicar as razões por que destruiu a arma, que lhe valeria cerca de 600 a 800 dólares (aproximadamente entre os 485 e os 650 euros) caso a decidisse vender.

Mas a venda da arma, explica, não seria suficiente para se descartar da responsabilidade de uma eventual morte causada com aquela espingarda semi-automática, explica o norte-americano, que tem licença para uso e porte de arma — tal como tinha Nikolas Cruz, o principal suspeito do tiroteio na escola Marjory Stoneman, na Florida.

“O direito a ter esta arma é mais importante que a vida de alguém? Acho que não”, questiona (e responde) Pappalardo, numa alusão à constituição dos Estados Unidos, que tem sido interpretada como defendendo o direito à posse de armas.

O vídeo de seis minutos foi publicado na rede social Facebook no passado dia 17 e desde então conta com quase 400 mil partilhas, com a mensagem “#oneless”, isto é, uma arma a menos. E entretanto, outros seguiram o exemplo de Pappalardo, publicando vídeos e fotografias onde mostram que também desativaram as respetivas armas definitivamente.

A 14 de fevereiro, Nikolas Cruz, de 19, matou a tiro 17 alunos do liceu que tinha frequentado, em Parkland. No dia 15 deste mês foi acusado por 17 crimes de homicídio premeditado.

A espingarda AR-15 era de Nikolas Cruz. Na Florida um rapaz de 18 anos (menor, já que a idade da maioridade nos Estados Unidos é 21 anos) pode comprar e deter armas de fogo como esta, desde que tenha autorização dos pais ou responsável legal.

O tiroteio saldou-se em 17 mortos, 14 feridos hospitalizados e centenas de alunos em pânico nas ruas perto do liceu. Foi o ataque mais sangrento a uma escola desde que um homem armado atacou uma escola primária em Newtown, Connecticut, há mais de cinco anos.

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