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Óleos como canola, girassol, soja, milho ou linhaça são extraídos das sementes das plantas e são usados para cozinhar, fritar ou temperar saladas. Tornaram-se alvo de críticas, e foram demonizados com afirmações de que são “tóxicos” ou prejudiciais à saúde, especialmente por conterem ácidos gordos ómega-6, lembra a BBC. Mas o meio britânico acrescenta agora que apesar de algumas preocupações e da necessidade de mais estudos, há evidências robustas de que os ómega-6 presentes nos óleos de sementes ajudam a reduzir o colesterol LDL, melhoram a glicose no sangue e a resistência à insulina, e reduzem o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e mortalidade geral
Ómega-6 e saúde do coração
Os ómega-6 são ácidos gordos essenciais (necessários para o corpo, mas que não conseguimos produzir). Alguns críticos associam-nos à inflamação crónica e ao risco de doenças cardíacas. No entanto, estudos controlados não encontraram evidências de que os ómega-6 aumentem a inflamação. Pelo contrário, produzem moléculas naturais com efeitos anti-inflamatórios.
Um investigação feita ao longo de 30 anos com mais de 200.000 pessoas nos EUA mostrou que quem consumia mais óleos vegetais (incluindo óleos de sementes) tinha menor risco de morrer de doenças cardiovasculares ou cancro. Quem consumia mais manteiga teve maior risco de morte. O ácido linoleico, principal ómega-6 nos óleos de sementes, também reduz o colesterol LDL (“mau”) e pode melhorar a glicose no sangue, diminuindo o risco de diabetes tipo 2.
Ómega-3 vs. ómega-6
Um dos receios é que o excesso de ómega-6 em relação ao ómega-3 seja prejudicial. Na prática, a dieta ocidental tem uma proporção muito alta de ómega-6 (até 50:1), quando o ideal seria cerca de 4:1. Estudos sugerem que é melhor aumentar o consumo de ómega-3 do que reduzir o de ómega-6, já que ambos trazem benefícios à saúde.
Processamento dos óleos de sementes
A extração industrial de óleos de sementes pode usar hexano, um químico derivado do petróleo, seguido de branqueamento e desodorização. Estes processos removem compostos potencialmente prejudiciais. Óleos prensados a frio evitam químicos, mas são mais caros.
Óleos de sementes e cancro
Alguns estudos recentes mostram que o ácido linoleico pode alimentar o crescimento de células de cancro de mama triplo negativo (TNBC), um subtipo agressivo. No entanto, isto não significa que os ómega-6 sejam perigosos para todos; são essenciais para a saúde e a sua eliminação total poderia ser prejudicial.
Qual é o óleo de semente mais saudável?
Canola e soja têm sido mais estudados. Ambos ajudam a reduzir o colesterol LDL, melhoram a glicose e resistência à insulina, e têm efeitos anti-inflamatórios comparáveis ou até superiores ao azeite. O consumo de óleo de soja está associado a menor risco de morte por todas as causas.
Por que existe tanta confusão?
Muitos associam óleos de sementes a alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, sal e aditivos, o que de facto aumenta o risco de obesidade, diabetes e doenças cardíacas. Mas os óleos de sementes consumidos de forma natural, por exemplo em saladas ou refogados, têm benefícios comprovados.
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